Regional

Bica de Pedra faz reflorestamento de manancial em Itapu

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Conscientização ambiental, recuperação da mata ciliar e reflorestamento do manancial de Itapuí (a 42 quilômetros de Bauru). Estes são os objetivos da ONG Bica de Pedra, uma organização que luta em favor do meio ambiente.

O coordenador e fundador da ONG, José Vitor Ficco, é enfático em dizer que a falta de verbas é que limita o trabalho. “Nós não temos verba. As empresas da cidade apoiam esporadicamente, com divulgação e logística, mas ainda não temos um apoio efetivo.”

Ele espera ansioso que a situação mude neste ano. “Tenho esperança que a prefeitura, que já manifestou interesse, ajude a ONG a prosseguir no trabalho. Nós estamos fazendo o trabalho do poder público. Produzimos mudas e distribuímos para a população, recuperando a área urbana.”

A ONG, de acordo com ele, trabalha em prol de preservar a natureza. “Tudo o que diz respeito ao meio ambiente, nós estamos envolvidos. Fazemos palestras ambientais. Nosso objetivo é reverter uma situação lastimável. Itapuí estava, em 98, em último lugar na regional de Jaú em matéria de vegetação.”

A cidade, na opinião de Ficco, tem o privilégio de contar com o rio Tietê. “Temos um trabalho de proteção ao manancial. Já plantamos em torno de 20 mil árvores. Estamos recompondo a mata ciliar e adotando a área urbana. Fizemos a distribuição de 150 mudas na véspera do Natal. As árvores foram plantadas pelos próprios moradores em um bairro onde não havia nenhuma.”

Avanços

A Bica de Pedra conquistou o respeito da população de Itapuí e hoje conta com a ajuda das empresas que degradam o meio ambiente na cidade. “Essas empresas estão trabalhando junto com a gente. Eles dão apoio esporádico, mas sempre estão dispostos a ajudar.”

A ONG procura apoio financeiro para grandes investimentos. “Temos dificuldades financeiras. Ainda não conseguimos o apoio de ONGs internacionais. Fizemos contato com uma representante do Banco Mundial para liberar verbas para o meio ambiente, porém ainda não tivemos retorno.”

Ele lembra que, no início, o viveiro tinha cinco ou seis mudas. “A documentação estava em andamento, nessa época. Havia 62 árvores plantadas. Hoje, temos 8 mil árvores só nesse manancial que abastece 30% da cidade. Do nosso viveiro saíram 900 mudas só no último final de semana. Todas para a área urbana.”

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