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DAE volta atrás em cobrança indevida por asfalto não feito

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Uma conta de R$ 159,15 (dividida em 5 vezes) enviada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) despertou revolta em Kelen Marques, moradora da quadra 2 da rua Virgínia Degasperi Pereira, no Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000). A razão da indignação não foi o valor da ordem de pagamento, mas a cobrança por um serviço não executado. O erro foi admitido pela autarquia, que suspendeu a dívida.

No entanto, o valor deverá ser pago assim que o DAE repuser o asfalto retirado da rua por técnicos do departamento, que fizeram uma ligação de esgoto a pedido da usuária. “Solicitei a mudança da caixa de esgoto e fui informada de que deveria pagar uma taxa para recolocar o asfalto. Mas como não há asfalto há muito tempo em frente de casa e nem foi colocado outro, não acho justo”, diz Marques, que mora numa rua pavimentada.

Ela perdeu o resto de paciência que lhe restava depois do carro dela atolar no buraco e ser retirado de lá com a ajuda de vizinhos. No entanto, de acordo com a assessoria de imprensa do DAE, Marques assinou um documento se responsabilizando em fechar com concreto a abertura feita no asfalto, entre o poço de visita e a casa dela.

“Eu disse que colocaria cimento somente onde já tinha (num espaço muito inferior ao aberto na via pública). Eu tive que colocar na frente de casa para poder entrar com o carro (na garagem)”, rebate a usuária.

Diante do impasse, o DAE assumiu a reposição do asfalto cinco dias após a realização da obra e lançou a cobrança do serviço, informou a assessora de imprensa, Sandra Faria. Mas como o trabalho ainda não foi executado, a cobrança será suspensa.

De acordo com Faria, a reposição atrasou por causa da chuva e do volume de pedidos registrados anteriormente ao de Marques. Por mês, o DAE providencia a reparação do pavimento em cerca de 190 endereços.

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