Economia & Negócios

Clientes da operadora de celular Vivo reclamam de cobrança indevida

Cristiane Goto
| Tempo de leitura: 2 min

Alguns clientes da operadora de telefonia celular Vivo que trabalham com débito automático estão reclamando do pagamento de multa e juros indevidos na conta do mês de dezembro. O boleto referente ao mês anterior vence no próximo dia 10.

Em alguns casos, o pagamento automático que deveria ter sido efetuado no dia 10 de dezembro - data de vencimento normal da conta - foi debitado com atraso, no dia 22 de dezembro. Isso ocorreu com a conta de um advogado bauruense que preferiu não se identificar. Ele recebeu o boleto na última terça-feira e se surpreendeu com o acréscimo de R$ 1,27 de multa mais R$ 0,04 de juros. “O valor foi debitado com atraso na minha conta, mas não por culpa minha”, reclama.

O mesmo problema também aconteceu com a conta de celular de uma dona de casa, que não quis se identificar. “Recebi uma conta de R$ 70,24, mais multa de R$ 1,42 com juros de R$ 0,04”, detalha.

O advogado aponta que o problema pode ter sido provocado por um atraso no envio da relação de contas da operadora Vivo para as agências bancárias. Ele conta que ligou inúmeras vezes para o serviço de atendimento ao usuário da empresa, mas não obteve sucesso. “Liguei no 1404 e ninguém atende. Não é o valor que me deixou indignado, mas não se encontra com quem falar”, diz.

A assessoria de imprensa da Vivo informou que as faturas com vencimento em dezembro tiveram uma alteração na data de pagamento, passando do dia 10 para o dia 20. “Desta forma, a operadora encaminhou uma mensagem de texto aos seus clientes informando sobre a nova data, bem como sobre a isenção da cobrança de multa e juros”, diz a nota oficial.

De acordo com a assessoria, para o cliente que tiver recebido fatura com a referida cobrança, a empresa estornará o valor na próxima conta. No entanto, se o cliente preferir, pode acionar a Central de Relacionamento da Vivo para obter nova fatura com o valor já alterado.

Até ontem, o Procon não havia recebido nenhuma denúncia relacionada ao assunto. Porém, o coordenador do órgão, Sílvio Orti, salienta que se houverem reclamações, é preciso analisar concretamente cada caso.

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