No dia 28 de dezembro passado, minha família necessitou do serviço municipal hospitalar de Bauru e tivemos algumas surpresas, desagradáveis e revoltantes. Neste dia, no período das 15h às 16h, solicitamos o serviço do Samu (Serviço de Atendimento Municipal de Urgência) com suas novas e modernas viaturas. O caso é o seguinte: minha cunhada estava há 1 mês acamada, debilitada, num quadro de depressão profunda, musculatura enrijecida, com hipertensão, com sintomas de Mal de Alzheimer, desidratada e desnutrida. Até então não sabíamos qual o diagnóstico. Ligamos no 192 e pedimos a ambulância do Samu, e para o nosso espanto, o médico de plantão me pergunta depois de eu relatar o estado aparente da paciente se ela estava respirando??? Mas como respirando??? Se ela não respirasse, eu teria ligado na funerária e não para o Samu!
Pois bem, o médico falou que não era caso para o atendimento do Samu e passou a ligação para uma enfermeira que nos recomendou que procurássemos o Pronto-Socorro do Mary Dota.
Ligando lá, a atendente também disse que não era caso para o Mary Dota e disse para que ligássemos para o Samu. Entretanto, devido à insistência de uma sobrinha da paciente, que é médica, conseguimos que o PS do Mary Dota mandasse uma ambulância.
A questão é a seguinte: em qual situação o Samu atende os pacientes? Só quando eles não respiram? A paciente hoje está internada na UTI do Hospital de Base com um tumor na cabeça diagnosticado, sem perspectivas de melhora, com alto risco de morte. Será que quando ela morrer o Samu nos atende?
Felizmente, nem todos os órgãos públicos têm profissionais displicentes. É preciso agradecer de público o atendimento do Promai, principalmente a assistente social Darlene, que me atendeu prontamente colocando-se a disposição de nos ajudar no que fosse possível. É de profissionais como ela, humana, sensível, solidária e atuante que as pessoas precisam encontrar, quando estão passando por um período crítico de saúde.
Glória Regina Figueiredo - RG 5.311.473-5