Saúde

Saúde: equilíbrio e bom senso

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Para o médico Júlio César Vidotto, saúde é algo que se mantém com equilíbrio e bom senso. Grandes sacrifícios só são necessários depois da doença instalada. Se o objetivo é só prevenir, a famigerada “mudança de hábitos” nem chega a ser tão difícil quanto a maioria imagina.

“Uma das recomendações para a boa saúde é seguir um programa de atividades físicas. Isso não significa virar atleta, mas fazer pelo menos 30 minutos de uma atividade aeróbica - caminhada, natação, ciclismo, corrida - três vezes por semana. O que é uma hora e meia por semana? Nada”, observa.

No entanto, esses 30 minutos dispendidos dia sim, dia não são suficientes, segundo ele, para prevenir uma infinidade de problemas de saúde.

“Esse exercício reduz a pressão arterial, reduz os níveis de colesterol ruim (LDL) e triglicérides para aumentar o colesterolbom (HDL), melhora a sensibilidade do organismo para a insulina produzida, o que previne o desenvolvimento de diabetes. Diminui os riscos para vários tipos de câncer, melhora o estado emocional com hormônios, enfim, proporciona qualidade de vida da pessoa”, reforça.

A outra recomendação é manter uma dieta balanceada, o que significa ter uma alimentação bem variada, com porções maiores de verduras, legumes e frutas, e reduzindo a ingestão de gordura, álcool e açúcar.

“O brasileiro adora comida picante. Mas o sal eleva os riscos de hipertensão. A gordura entope artérias, aumentando os riscos de doenças cardiovasculares, derrame, insuficiência renal, trombose e câncer. O álcool é tóxico para o músculo cardíaco. Não é para cortar tudo, mas para comer com bom senso e moderação. O que nós condenamos é o abuso”, salienta.

Segundo Vidotto, saúde é resultado de bem viver. “Saber ouvir, aceitar as diferenças, ter horário para comer, sorrir e estar de bom humor são armas fantásticas para a saúde. Equilíbrio: as pessoas hoje trabalham demais, dormem mal, não têm lazer. Tirar férias é fundamental. Dormir pelo menos seis horas de sono profundo por dia. São coisas simples, que não custam nada”, observa.

O médico destaca que 60% dos pacientes internados num hospital só estão lá por manterem maus hábitos no dia-a-dia.

Comentários

Comentários