Os servidores públicos municipais de Bauru recebem hoje o pagamento do salário de dezembro. A informação é do secretário de Finanças, Edmundo Albuquerque. Ele avisa, porém, que não há previsão de data para o depósito do vencimento deste mês, que deveria ser quitado logo no início de fevereiro. O secretário justifica que o acerto do pagamento de janeiro dependerá do comportamento da arrecadação.
“Precisamos aguardar para ver o comportamento da arrecadação do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores, o IPVA, daqui até o final do mês. Em função disso, vamos ver se conseguimos pagar o salário em dia. É orientação e prioridade do prefeito Tuga Angerami fazermos o pagamento em dia. Vamos tentar”, garante.
Os recursos destinados à folha de pagamento são oriundos da cota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) - cerca de R$ 2,2 milhões, parte depositada na semana passada e mais uma outra ontem - e mais o reforço da arrecadação do IPVA e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). “A campanha do IPVA, patrocinada pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, o Ciesp, acabou ajudando”, elogia Edmundo.
À exceção dos que fizeram empréstimo no Banco do Brasil (BB), os demais servidores vão receber o salário de dezembro nos bancos em que mantêm conta. Aqueles que optaram pelo empréstimo, obrigatoriamente receberão no BB.
Com relação aos juros embutidos na operação, está mantido o acerto que foi feito entre o BB e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru (Sinserm), que prevê custo zero no empréstimo.
Até sexta-feira passada, cerca de 1.300 funcionários haviam optado pelo empréstimo bancário. “Mas hoje (ontem) já mandei suspender novos empréstimos”, informou o secretário. A partir do mês que vem, conforme já foi anunciado, todos os funcionários da administração municipal direta vão receber seus vencimentos no Banco do Brasil.
A intenção da administração é estreitar o relacionamento com o Banco do Brasil, instituição financeira estatal que oferece várias linhas de crédito para financiar investimentos em municípios, dentre os quais o de modernização da máquina administrativa.
“A lei não exige que os salários dos servidores sejam depositados em bancos estatais. Essa é uma política da administração Tuga Angerami, que quer trabalhar com o setor público. É uma opção política do prefeito”, explica.
Vale-compra
Segundo Edmundo, o próximo passo da administração no que diz respeito à regularização financeira será a negociação do pagamento dos supermercados que fornecem os vales-compra aos servidores. Ele contou que deverá se reunir com os empresários do setor entre hoje e amanhã para conversar.
“Vamos negociar e viabilizar para que os funcionários possam receber o vale-compra a partir do dia 15. Essa é a seqüência: folha de pagamento, vale-compra e depois os convênios”, informou.
O secretário revela que a dívida com os supermercadistas gira em torno de R$ 3 milhões. “São três meses atrasados. Cada mês gasta-se cerca de R$ 1 milhão”.