A aposta da secretária municipal de Agricultura, Maria Eugênia Gracia, para alavancar o setor em nível regional é em projetos comunitários. A pasta tem hoje um dos menores orçamentos, somente 0,37% dos recursos municipais, o que não ultrapassa os R$ 650 mil por ano.
As informações são da assessoria de imprensa da prefeitura. Gracia anunciou que vai buscar parcerias com o setor privado e recursos nos governos estadual e federal.
Mas para executar as idéias, segundo ela, é preciso colocar a casa em ordem. Uma das metas da Secretaria Municipal de Agricultura (Sagra) diz respeito à agricultura urbana. A secretária quer implementar a produção de hortifruti na área urbana e no entorno do município, oferecendo suporte para melhorar as condições de cultivo.
A infra-estrutura rural também faz parte dos novos projetos da secretaria, como adequação e manutenção de estradas rurais. “Bauru tem hoje cerca de 500 km de estradas, mas não se sabe se são vias municipais, particulares ou de servidão”, diz Gracia.
A secretária quer atuar ainda no desenvolvimento de programas de saúde, meio ambiente, educação, lazer e esporte junto às comunidades rurais. O apoio à agricultura familiar com assistência técnica também é meta da secretaria. “Hoje temos um serviço de motomecanização que está paralisado por falta de regulamentação. Isso prejudica o desenvolvimento do setor”, diz.
Gracia estuda também criar um laboratório para análises de solo que possa atender à toda região. Todos os projetos dependem de articulação junto ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Agrícola, produtores, associações e sindicatos.
A pasta conta hoje com 22 servidores, que têm, entre as atribuições, a função de fiscalizar a comercialização de produtos hortifruti nas 26 feiras espalhadas pela cidade.
Porém, as feiras vendem também outros produtos como roupas, artesanatos, brinquedos. De acordo com Gracia, por isso, é preciso repensar a forma de fiscalização. A tarefa, como está sendo executada, demanda tempo dos funcionários que poderiam estar prestando assistência a pequenos agricultores.
Gracia está repensando, inclusive, a localização da Sagra, que hoje fica no Recinto Mello Moraes. Ela considera o local sem infra-estrutura e de difícil acesso para os produtores. “O patrimônio da secretaria, três tratores, fica exposto ao tempo. Ainda não há um lugar definido, mas deveremos pensar nisso”, conclui.