Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min

• Adiamento

Depois de verificar um dia inteiro de reações e sentimento de estranheza por parte da população, o presidente da Emdurb, Renato Purini, reuniu-se ontem com assessores e decidiu adiar o início da terceirização da coleta de lixo em Bauru, que estava programada para começar amanhã pela empresa cearense Marquise.

• Explicações

Em razão da repercussão negativa do fato, a diretoria da Emdurb argumentou, no final da tarde de ontem, que pretende se explicar melhor nos próximos dias antes de confirmar tal medida, que gerou um misto de surpresa com indignação em razão, inicialmente, de o sistema de coleta estar funcionando sem nenhuma queixa há muito tempo.

• Muita reflexão

Conforme comentamos ontem aqui, o melhor que Purini teria a fazer era realmente refletir, e muito, sobre sua decisão, que ganhou a dimensão que está tendo por denotar no mínimo uma avidez, sem aparente razão, pela imediata terceirização e posterior privatização da coleta do lixo. Isso tudo com apenas duas semanas de governo.

• Custo/tonelada

Mesmo os custos do serviço alegados pela empresa (R$ 80,00 por tonelada) não convencem, uma vez que há alguns meses a própria Emdurb disso em audiência pública, no prédio da Câmara Municipal então presidida por Purini, que o custo é de R$ 42,00 a tonelada. A empresa a ser contratada cobraria quase R$ 70,00.

• Nota oficial

Até o fechamento desta coluna, às 18h30 de ontem, a Emdurb ainda não havia entregue uma nota oficial da empresa, que está na página 4. Espera-se que haja um esclarecimento mais aprofundado sobre os motivos da terceirização, que não sejam apenas as alegações de caminhões sucateados, porque tudo o que parte dos veículos precisa é de oficina.

• Conta salarial

Um ex-dirigente da Emdurb questionou ontem a informação de que a empresa economizaria R$ 500 mil por mês com a demissão em massa dos 130 coletores. Segundo ele, cada coletor ganharia em média R$ 600,00, com as horas extras. Já o motorista receberia, em média, de R$ 700,00 a R$ 800,00. Se forem feitas as contas, não se gasta R$ 500 mil/mês com salários e encargos. Nem metade disso.

• Verba em falta

Outro fator a ser discutido é o pagamento da coleta por parte da prefeitura, que não a faz há muito tempo, pelo que consta, ao custo de R$ 35,00 a tonelada. O ex-dirigente afirma categoricamente que bastaria apenas a prefeitura retomar o pagamento para que a frota ficasse na mais perfeita condição de funcionamento e afastasse a hipótese de privatização.

• Medidas drásticas

O presidente da Câmara Municipal, vereador Toninho Garmes (PSDB), conta que irá anunciar, nas próximas semanas, novas medidas para conter gastos e otimizar os trabalhos da Casa. Nos últimos dias, ele baixou uma norma limitando o uso de materiais de escritório e proibindo ligações interurbanas e para telefones celulares.

Comentários

Comentários