A Prefeitura Municipal de Bauru aluga atualmente 38 imóveis ocupados por setores das secretarias de governo e por outros órgãos, como delegacias e cartórios eleitorais. Os gastos com a locação dos prédios chegam a R$ 48,5 mil por mês. Além do aspecto financeiro, o prefeito Tuga Angerami (PDT) argumenta que a distribuição dos serviços em vários locais atrapalha os funcionários e a própria população.
A Secretaria Municipal da Saúde é a pasta que tem mais imóveis alugados, 10 no total. Juntos, eles somam R$ 14.692,70 mensais. Funcionam em prédios locados setores como o Centro de Atenção Psicossocial (Caps), o Programa Saúde da Família e o Banco de Leite Materno.
As secretarias municipais de Finanças, do Bem-Estar Social (Sebes) e dos Negócios Jurídicos têm três imóveis alugados cada uma. Os nove prédios custam mensalmente cerca de R$ 9 mil aos cofres da prefeitura.
A sede administrativa das secretarias municipais da Educação, da Saúde e de Esportes e Lazer também funcionam em locais que não pertencem ao município.
A relação dos imóveis alugados pelo Gabinete do prefeito é extensa e inclui 17 prédios. Nem todos, no entanto, são utilizados pela administração municipal, mas sim por órgãos dos governos estadual e federal.
A exemplo do que ocorre em outras cidades, a prefeitura se responsabiliza, por exemplo, pelo aluguel dos prédios que abrigam os três cartórios eleitorais, o 4º Distrito Policial (DP), a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e a Corregedoria da Polícia Civil, entre outros.
Isoladamente, o imóvel que apresenta o aluguel mais caro é o que serve como sede administrativa da Secretaria da Saúde. Para ocupá-lo, a prefeitura gasta R$ 4.210,00 por mês. A seguir, aparece o prédio da Justiça Federal, que custa mensalmente R$ 3.250,00 ao município. O mais barato é o que abriga o Programa Saúde da Família, locado a R$ 182,00 por mês.
Por sugestão do vereador João Parreira (PSDB), Tuga elaborou um ofício solicitando ao secretário de Estado da Educação, Gabriel Chalita, a cessão do prédio onde funciona a Escola Estadual Ernesto Monte. O objetivo é instalar no imóvel parte dos setores administrativos que estão instalados em espaços alugados.
A intenção do prefeito é transformar o Ernesto Monte em uma extensão do Palácio das Cerejeiras, mas a proposta foi criticada pela Diretoria Regional de Ensino, funcionários, estudantes, ex-professores e ex-alunos.
Tuga argumenta, no entanto, que a população é prejudicada quando precisa ir a dois órgãos de uma mesma secretaria que ficam em locais diferentes, muitas vezes separados por grandes distâncias.
O prefeito também destaca que essa situação também dificulta o trabalho dos servidores. Enquanto o setor administrativo da Secretaria Municipal de Finanças funciona no Palácio das Cerejeiras, por exemplo, a auditoria fiscal da pasta está alojada em um imóvel alugado da rua Raposo Tavares.
O chefe do Executivo ressalta, porém, que só continuará defendendo a utilização do Ernesto Monte pela prefeitura caso a Secretaria de Estado da Educação se manifeste favoravelmente. Do contrário, ele irá buscar outras alternativas para amenizar os gastos com locação e os problemas logísticos gerados pela pulverização dos órgãos municipais em diversos prédios.