Tribuna do Leitor

Manifesto da família Noroeste


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Toda polêmica vivenciada nos últimos dias acerca da desativação da “Escola Ernesto Monte” para utilização das instalações pelo governo municipal é, ao meu ver, uma questão que transcende o que vem sendo discutido. O sentido é muito mais amplo. Inúmeros outros reflexos devem ser pensados.

A instalação e execução de atividades ligadas à educação, formação de pessoas, valorização de vidas, não pode estar atrelada a sazonalidade que representa a atuação política em um município.

Há que se pensar nos reflexos do que significa uma desativação: por exemplo, que tipo de problemas a movimentação desses alunos para outras escolas provocaria na vida de cada um deles, no quanto as outras salas de aula estariam mais cheias e conseqüentemente o aproveitamento dos conteúdos ficaria mais comprometido.

Todas as pessoas que se manifestaram através da seção do Jornal da Cidade “A Tribuna do Leitor” ou mesmo as matérias que foram escritas pelos profissionais de comunicação de Bauru versam sobre importantes aspectos a serem pensados. Por outro lado, algumas sugestões e alternativas para solução do problema da prefeitura em relação a espaço físico foram apresentadas.

Sabemos da responsabilidade e capacidade administrativas que os dirigentes eleitos pelos munícipes têm que assumir e, com certeza, diante de tudo, tomarão providências para equacionar o problema, pinçando e implantando uma alternativa adequada que solucione definitivamente a questão sem que haja prejuízo para nenhuma das partes.

Manifesto-me como herdeiro do nome, tradições e grandes exemplos deixados pelo meu respeitado avô Ernesto Monte, mas tenho convicção que, como homem público que era, ele se pautaria no atendimento do bem comum para opinar sobre qualquer decisão a ser tomada.

Estamos felizes pelas demonstrações de respeito a Ernesto Monte, uma pessoa que lutou e participou da construção da história de Bauru. Não podemos deixar também de externar nossa tranqüilidade em relação à solução da questão, pois contamos com pessoas competentes, que estão envolvidas, dispostas e que têm a visão necessária para elaborar propostas viáveis sob qualquer aspecto.

Agradecemos pelas manifestações. A homenagem que em 1951 foi prestada ao meu avô, quando o decreto n.º 1.161 do município determinou que a instituição de ensino tomasse o nome de “Colégio Estadual e Escola Normal Ernesto Monte”, é motivo de grande orgulho para todos da família e temos certeza que a Escola continuará sendo um ícone, um referencial na formação de cidadãos na cidade de Bauru.

Ernesto Monte Neto

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