• Carnavalesca
Hoje é ponto facultativo nas repartições públicas de Bauru. Portanto, um dia sem atividades administrativas e políticas na cidade e, por que não dizer, no restante do País. Após a Quarta de Cinzas, “começa†o ano para valer. A Câmara Municipal fará sua primeira sessão e a estréia dos novos edis nesta quarta, às 14h30.
• Equilíbrio
O Poder Legislativo, por sua composição, pelas primeiras ações de seu presidente, Toninho Garmes (PSDB), e de outros vereadores e pelo aprendizado dos últimos anos começa o ano com os fundamentais papéis da fiscalização e legislação e, mais do que isso, com a obrigação de se pautar pelo equilíbrio e ponderação em suas decisões.
• Sem crise
Não se configurou, neste primeiro mês de governo, nem mesmo na disputa pelo comando da Câmara, nenhuma animosidade entre grupos de situação e de oposição, como ocorreu em outras legislaturas. Há um amadurecimento neste sentido. Os vereadores - inclusive os novatos - esperam para adotar um posicionamento. Mas não se furtaram em intervir com vigor na polêmica do lixo.
• Dialogando
Fato ilustrativo desta nova situação foi a conversa até que longa havida entre aquele que poderia ser considerado o provável mais ácido crítico da administração, Marcelo Borges (PSDB), e o prefeito Tuga Angerami, durante a visita do governador Geraldo Alckmin, na última sexta-feira. Ambos foram cordiais um com o outro e até trocaram sugestões, disse uma pessoa que estava por perto. São bons sinais para o início de uma administração que precisa recolocar a casa em ordem.
• Olhos abertos
Por sinal, sabe-se que não faltarão ações internas rigorosas e fiscalizadoras, principalmente após a instalação da Controladoria Municipal, para vigiar os vivaldinos que ficam à sombra de um cargo de importância engendrando ações para benefício de grupos ou próprio. A cultura do toma-lá-dá-cá está com os dias contados, segundo prometem os responsáveis pela coisa pública.
• Eleição 2006
Muitos vão dizer que é muito cedo para falar, mas o atual governo tem em seu quadro dois potenciais candidatos a deputado para 2006. Um é o secretário municipal de Esportes, Antonio Carlos Barbosa, que não esconde seu interesse em bate-papo com amigos. Outro é o presidente da Emdurb e vice-prefeito, Renato Purini. Qual deles terá as bençãos de Tuga?
• Dois amigos
Aliás, o problema maior de Tuga pode nem ser quem vai apoiar por aqui, mas sim no plano federal. Ele tem boas relações com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas teve o apoio do PT para vencer a eleição e nunca escondeu suas simpatias por Lula. Se Alckmin for candidato a presidente da República, quem Tuga apoiaria?
• Terceira via
Há uma terceira via que pode ser a válvula de escape perfeita para Tuga se manter bem relacionado tanto com o presidente da República quanto com o governador do Estado. Basta o PDT lançar um candidato à corrida para o Palácio do Planalto. Como pedetista que é, Tuga não deixaria de apoiar o nome do partido, pelo menos no primeiro turno. No segundo, é outra história.