Polícia

Apesar de apelos, rodízio nos presídios está mantido

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar dos apelos feitos por funcionários das penitenciárias de Bauru ao deputado estadual Pedro Tobias (PSDB), para que interviesse junto à Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), a proposta de fazer um rodízio dos diretores das unidades prisionais de todo o Estado de São Paulo, inclusive das duas de Bauru, está mantida.

Quem garante é o coordenador das Unidades Prisionais da Região Noroeste do Estado, Antônio Paulo Veronezi. Ele ressalta que a decisão da SAP, de transferir de uma unidade prisional para outra todos os diretores que estejam há mais de cinco anos no cargo, será aplicada em todo Estado, sem excessão. “Estamos acertando os últimos detalhes para fazer as transferências. Ainda não saíram porque temos duas penitenciárias novas na região, a P1 e a P2 de Balbinos, que estão para ser inauguradas até maio”, diz.

Tobias confirmou ao JC que levou a reivindicação dos funcionários de Bauru, de que pelo menos a P2 ficasse fora do rodízio, mas pondera que a decisão de fazer a mudança ou não é da SAP. “Falei com o secretário (Nagashi Furukawa), que elogiou o diretor da P2. Mas (esse rodízio) é uma norma da secretaria e não pode ser furada por causa de uma pessoa”, frisa.

Em cartas publicadas na Tribuna do Leitor do Jornal da Cidade nos últimos dias, o posicionamento de missivistas é de que diretores avaliados como bons administradores não deveriam ser transferidos. Sueli Aparecida de Jesus, uma das que defendem esta tese, frisou em sua carta que as penitenciarias 1 e 2 de Bauru são umas das poucas que não abrigam presos pertencentes a facções criminosas, o que ela credita ao trabalho dos diretores e funcionários.

Porém, Veronezi ressalta que o perfil da penitenciária, se abriga ou não membros de facções criminosas, não é fruto de decisões dos diretores, mas sim da Coordenadoria das Unidades Prisionais. “Somos nós que avaliamos o pedido de vaga e encaminhamos o preso para uma penitenciária com o perfil dele, com base na pena e do crime cometido pelo preso”, diz.

Para ele, não há risco de se perder o trabalho feito por uma boa administração porque os diretores seguem normas na condução das penitenciárias. “Todos os diretores são orientados da mesma forma e todos querem normalidades na unidade. Nenhum quer problema com funcionário ou com preso”, frisa. Veronezi ressalta que o diretor que fez um bom trabalho na direção de uma penitenciára em Bauru deve repetir a administração em outra unidade e este é o objetivo do rodízio.

Comentários

Comentários