Barra Bonita – Um impasse político fez com que Barra Bonita tivesse três prefeitos entre a segunda e quarta-feira. Na noite de ontem, o padre Mário Donizeti Floriano Teixeira (PT) tomou posse junto com o seu vice Marcos Valdomiro Ribeiro do Prado (PP). Entre o afastamento do prefeito eleito Dimas de Sales Paiva (PSDB), na segunda-feira, até a posse do “padre Mário”, o presidente da Câmara Municipal, Constantino Antônio Frollini (PSDB), exerceu o cargo, como determina a Lei Orgânica do Município. Na terça-feira, ele não foi encontrado em Barra Bonita para ser notificado pela Justiça Eleitoral. Como Frollini é aliado de Paiva, prefeito cassado, os boatos “de conspiração tucana” se intensificaram em torno de uma possível manobra para adiar ao máximo a posse do “padre Mário”. Frollini explica que tão logo foi notificado, na manhã de ontem, iniciou os tramites para convocar uma sessão extraordinária do Legislativo, que então daria posse ao novo prefeito. Entretanto, o Regimento Interno da Câmara poderia dar um banho de água fria nas pretensões de posse do “padre Mário. O RI prevê que a maioria dos parlamentares tem que ser convocada oficialmente para que a sessão extraordinária possa ser realizada. Rapidamente, seis vereadores, dos nove da Casa, abriram mão da burocracia do RI através de um requerimento que foi entregue ao presidente da Câmara.
Frollini disse que atendeu a antecipação da sessão de posse solicitada pela maioria dos vereadores. O tucano garante que jamais tentou obstruir a posse do “padre Mário”, como sugeriram alguns comentários nos bastidores políticos da cidade. “Eles não respeitam nem a doença em família. Minha esposa estava passando mal e fui atendê-la. Gente maldosa e verdadeiros canalhas fazem esses comentários”, dessabafou. Ele considera que os boatos foram feitos por uma “cambada que só se preocupa em inventar maldade”.
Ele confirma que recebeu pedido ontem para que ocupasse a cadeira de prefeito. Entretanto, Frollini ressalta que não houve “nenhuma catástrofe” e nenhuma situação emergencial que necessitasse de sua intervenção. “Queriam que eu sentasse e tirasse fotografia. Falei: ‘Não sou o prefeito’”, relata. O presidente do Legislativo demonstrou não estar preocupado com a reviravolta que mudou o quadro político em Barra Bonita. “Não tem nada não. Os cães ladram e a caravana passa”, finalizou.