Água na pauta
A sessão de hoje da Câmara Municipal de Bauru apresenta uma pauta leve, mas com um assunto que está mobilizando cada vez mais pessoas. Uma mostra clara do debate provocado pelo projeto de lei do vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) é a tribuna do leitor do JC, onde há dias as opiniões sobre punição ao desperdício se dividem. Ou seja, com o perdão do trocadilho pouco criativo, muita água ainda vai rolar debaixo desta ponte.
Em cima do muro
Até porque este é um tema típico do qual muitos dos vereadores odeiam tratar e votar, porque demanda um posicionamento claro e firme, que nunca agrada a todos. Vereador conservador gosta de ficar bem com todo mundo. É parte da cultura política brasileira e não dá mostras de que vai mudar tão cedo.
Preferencialmente
No Congresso Nacional, por exemplo, é crescente o número de decisões que não resolvem nada. Um exemplo é uma discussão quanto ao descanso remunerado semanal. A classe patronal defendia que a folga fosse opcional durante a semana. Os sindicatos de trabalhadores queriam que ela fosse fixa no domingo. Decisão dos deputados: “...O descanso remunerado deve ser preferencialmente aos domingos...â€
Decisões duras
Voltando a Bauru, haverá muitos momentos em que os legisladores deverão ser duros na elaboração de leis. Ou nada mudará em situações de risco, como essa da água. Ou alguém duvida que esse líquido poderá falta? Os cientistas, em sua maioria, garantem isso. Vemos algo parecido, em proporções globais, quanto ao aquecimento global e o conseqüente Protocolo de Kyoto, cujos maiores poluidores (leia-se EUA) não assinam porque sentem-se superiores ao restante da humanidade.
Sem medo da lei
Por que temer sanções quando se cumpre as leis? Quem não abusa de um bem comum, não deve se preocupar com leis como esta que o vereador Agostinho propõe. Claro que ela pode ser adequada a um impacto mais razoável, como defende o vereador João Parreira (PSDB). Mas que algo precisa se feito de forma coercitiva, não há dúvida.
Teste de maturidade
Taí um bom teste para a nova Câmara. Não que ela precise aprovar a lei, como defendemos acima. Mas precisa demonstrar muita maturidade com o tema. Se tiver que ser rejeitada, que o seja com argumentos válidos, não com ranços populistas. E mais: que alternativas sejam dadas e que este debate não se esgote no projeto de lei de Agostinho.
Buraco fundo
A semana promete muita movimentação no Poder Executivo. Um integrante do alto escalão disse outro dia que quanto mais se governa, mais se vê o quanto o “buraco é mais embaixoâ€, segundo sua própria expressão. O prefeito Tuga Angerami (PDT) e seus assessores já se deram conta do tamanho do desafio que terão pelos próximos quatro anos.
Com PT e Tobias
Outras expectativas da semana, como dissemos nos últimos dias, ficam por conta de duas possíveis reuniões, uma política e outra administrativa. Fala-se em um encontro de Tuga com o PT e em outro, este mais consistente, do prefeito com o deputado Pedro Tobias (PSDB), para uma discussão sobre os Lotes Urbanizados.