A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) apresentou ao Departamento de Água e Esgoto de Bauru (DAE) proposta de implementação de projeto de Eficiência Energética no poço Mary Dota.
De acordo com a proposta, a companhia investirá R$ 150 mil e a autarquia terá uma bonificação de 60% deste valor. O restante será descontado das contas de energia em 13 parcelas de R$ 4.944,89. As informações são da assessoria de imprensa da autarquia.
A estimativa da CPFL é de que a economia de energia elétrica mensal do poço seja de R$ 5.250,00. Atualmente a conta de energia do DAE é de R$ 630 mil mensais. Somente a conta do poço Mary Dota é de R$ 43.716,67.
Para implementar o projeto, os serviços serão realizados nos circuitos hidráulicos e elétricos associados às bombas submersas de recalque e captação (conjuntos moto-bombas). Consistem em trabalhos de engenharia de campo com medições hidráulicas e elétricas, análise dos sistemas de acionamento (motores e acessórios) e das condições operacionais.
Também estão previstos a modelagem técnica em computador das condições atuais de operação dos sistemas hidráulicos associados às moto-bombas, simulação da operação do sistema submetido às diferentes alternativas de soluções técnicas para redução de consumo e pré-dimensionamento de engenharia para avaliação dos custos de implantação das alternativas tecnicamente viáveis; modelagem econômica na qual serão feitas a previsão dos custos de implantação e avaliação da redução no consumo de energia.
Abastecimento
O sistema de abastecimento de água de Bauru é constituído de captação de água do rio Batalha e 28 poços profundos. Conta ainda com uma Estação de Tratamento de Água (ETA) para tratar a água do Batalha.
De acordo com a Divisão de Produção da autarquia, as principais unidades consumidoras de energia elétrica são a ETA e captação do rio Batalha, os poços Nações Unidas, Zona Norte – Lotes Urbanizados, distrito III, Gasparini e Mary Dota.
Por determinação da Lei Orgânica do Município (LOM), o convênio só poderá ser formalizado com a aprovação de uma lei regulamentando o tema. O DAE encaminhou projeto à prefeitura solicitando autorização do convênio.
Segundo a assessoria da empresa, a economia proporcionada possibilitará ao DAE novos investimentos e melhorias no serviço público oferecido e caso o trabalho não resulte na economia estimada, a autarquia ficará isenta dos gastos que a CPFL terá com o projeto.
Uma equipe formada por técnicos do DAE e da CPFL vai acompanhar todas as fases do projeto, desde a sua implantação até o desenvolvimento e resultados.