Saúde

Conta-gota


| Tempo de leitura: 4 min

Vigilância sanitária O Instituto Brasileiro de Auditoria em Vigilância Sanitária

(Inbravisa) está com inscrições abertas para o curso sobre Boas Práticas de Controle de Alimentos. O curso, que tem 12 horas de duração, também será disponibilizado na versão on-line, que foi criada para atender especialmente profissionais que moram em outros Estados. Mais informações podem ser obtidas no site www.inbravisa.com.br.

Encontro de pacientes A Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia

(Abrale) realiza, no próximo dia 18, em São Paulo, mais um de seus “Encontros de Pacientes de 2005”. Uma vez por mês, a entidade promove reuniões e palestras que têm por objetivo facilitar a troca de informações e experiências entre pacientes, seus familiares e especialistas. Em março, o encontro será coordenado pelo médico Jairo Sobrinho, que vai abordar as características dos vários tipos de linfomas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 0800- 773-9973 ou pelo e-mail psicologia@ abrale.org.br.

Pós-graduação A Unidade de Pesquisa de Álcool e Drogas (Uniad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) está com inscrições abertas para o curso de pós-graduação

“Latu sensu” em Promoção de Saúde e Prevenção de Álcool, Tabaco e outras Drogas: Educação, Comunidade, Justiça e Trabalho. Ocurso, cujas aulas começarão no dia 4 de março deste ano, terá um ano de duração. Informações pelo telefone

(11) 5571-0493 ou pelo e-mail cursos@uniad.org.br.

Defasagem A falta de remédios antiaids no Brasil foi de uma proporção relativamente importante em termos mundiais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 700 mil pessoas nos países em desenvovlimento recebem tratamento contra a aids de forma gratuita. Os problemas no Brasil, portanto, afetaram 9% desse total. Para a OMS, o ocorrido pode servir de alerta para todos os países.

“Mesmo programas de vanguarda como o Brasil estão sujeitos a problemas como esse. E eles poderão se tornar mais freqüentes e mais graves no futuro se uma política de produção local de medicamentos estratégicos, como os anti-retrovirais, não for implementada em paíseschave”, destaca Marco Antônio de Ávila Vitória, do Departamento de Aids da OMS. (Agência Estado)

Transplante O presidernte do Superior Tribunal de Justiça

(STJ), Edson Vidigal, desobrigou a União de desembolsar mais de US$ 200 mil para pagar um transplante de rim, nos Estados Unidos, de um menino paraense portador de Linfoma de Hodgkin. Na decisão, Vidigal afirma que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem condições de fazer a cirurgia e acrescenta, no parecer, que o Brasil encontra-se em posição de destaque mundial no tocante aos procedimentos de transplantes de órgãos. Além disso, cita a Lei 8.080/90, que restringe a utilização de serviços de saúde conveniados e contratados ao território nacional. A decisão reforma entendimento anterior da Justiça Federal, que havia determinado ao governo que pagasse o tratamento.

(Agência Estado)

Antibióticos em excesso Tosse, resfriado, dor de garganta? Hora de tomar um antibiótico. Para muitos, esta tem sido a alternativa há tempos. Algo que se tornou tão rotineiro - e muitas vezes os próprios médicos contribuem com a tendência - que tem levado não apenas à automedicação, mas ao surgimento de tipos preferidos, como se tais medicamentos fossem meros doces ou refrigerantes.

“A necessidade de antibióticos para tratar resfriados simples

é absolutamente zero. Para bronquite, menos de 10%. Gargantas inflamadas talvez precisem em 10% ou 15% dos casos”, afirma o médico Jim Wilde, da Faculdade de Medicina da Geórgia, nos Estados Unidos. Wilde é o principal pesquisdador de um projeto financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), que têm como objetivos investigar a extensão do uso indevido de antibióticos e educar especialistas em saúde e o público em geral sobre os problemas que esse exagero pode provocar.

“De 90% a 95% de todas as infecções são virais ou bacterianas simples, como no ouvido ou nos seios da face”, informa. Mesmo assim, segundo o estudo, mais da metade dos pacientes nos Estados Unidos costuma ingerir antibióticos de espectro antibacteriano para problemas causados por vírus, como gripe, resfriado ou bronquite.

“A guerra contra as bactérias está sendo perdida”, alerta o pesquisador. Ele destaca que a proliferação de microorganismos resistentes aos antibióticos tem ocorrido em velocidade e freqüência muito superiores ao ritmo de produção de novos e mais potentes medicamentos. Wilde acredita que, se nenhuma medida for tomada, a maioria dos antibióticos pode se tornar inútil em 50 anos. (Agência Fapesp)

Comentários

Comentários