Gastronomia

Comida e estrada


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Viajar pelas estradas paulistas é gostoso, principalmente quando não se tem preocupação com a hora. Parar para um café com pão de queijo, um sanduíche de pernil ou para um almoço regional é sempre bom.

Pelos caminhos da Castelo Branco, há algumas opções legais. Quase chegando a São Paulo, faltando apenas uma hora de carro, chega-se à Aldeia da Serra, condomínio que abarca três municípios: Barueri, Santana do Parnaíba e Itapevi. Lá está localizado o Aldeia Cocar, numa área verde de 8 mil metros quadrados. Abriga árvores nativas como o pau-brasil e araucárias, flores como bromélias e animais silvestres como coelhos, lebres e pássaros.

Além do restaurante, oferece arvorismo diurno e noturno. A decoração mistura elementos indígenas e móveis rústicos (como se estivéssemos dentro de uma “taba” sofisticada).

Entre os destaques da boa mesa estão o Bacalhau Cocar (postas tenras e macias na brasa com batatas ao murro e brócolis) e a Pinha Cocar (carne com maturação especial e leve textura de gordura nas laterais).

Os doces também marcam presença: o peri-Ceci - um curau de milho cremosíssimo regado com calda quente de canela é imperdível.

Alguns quilômetros à frente, na região de Itu, está o Vero Ristorante. Na espera, os clientes podem aguardar num jardim paradisíaco com fontes, plantas exóticas e grande variedade de flores (todas à venda).

Destaque para as mesas e cadeiras confeccionadas em araucária. O ambiente é amplo, rústico e descontraído. Ao centro, uma luminária de metal em formato de palmeira com velas que promovem um ambiente acolhedor e romântico. O piso, as mesas e as cadeiras são feitos com madeira maciça escura. O teto é forrado de bambus com toras de madeira. No cardápio, saladas, peixes, massas, carnes e aves configuram a diversidade do menu: Nhoque de Mandioquinha (puxado no azeite, com carne seca desfiada, cubos de tomate fresco e cebola fatiada) e Javali ao Forno, com batatas coradas e arroz.

A próxima parada pode ser no tradicional Restaurante Steiner - Bar do Alemão, também em Itu, conhecido pelo centenário e gigantesco Filé à Parmegiana (filé cortado e aberto com uma técnica especial, passado em gemas de ovos mexidos e mesclado na farinha de pão caseiro). Criado no início do século passado, este é um dos pratos mais famosos e antigos do restaurante, que virou ponto turístico da cidade.

Ainda destacam-se o Eisbein com Chucrute (joelho de porco, purê de ervilha, batatas cozidas, chucrute e lingüiça branca), assado em forno trazido da Alemanha, o Kassler (costeleta de porco, purê de ervilha, batatas cozidas, chucrute e lingüiça branca) e o filé Steiner (na manteiga com palmito, ervilha, bacon, cebolas e batas fritas).

A decoração é aconchegante com mesas e cadeiras rústicas de madeira escura. A iluminação tênue confere um ambiente acolhedor.

Em Jaguariúna, perto de Campinas, a antiga estação da Companhia Mogiana, desativada desde os anos 70, foi restaurada e transformada no Centro Cultural de Jaguariúna. É lá que se encontra o restaurante Botequim da Estação. Em um dos amplos gramados ajardinados que cercam o local, há uma réplica de uma Caravela feita para homenagear o aniversário de 500 anos do descobrimento do Brasil.

O grande destaque é a locomotiva maria-fumaça. No menu, a pedida é a Picanha na Pedra servida nas mesas espalhadas pelo jardim. A casa ainda conta com massas e porções generosas para petiscar.

Aconchego e sofisticação são as características que melhor definem o restaurante Famiglia Bertazzoli, em Vinhedo, cidade também próxima a Campinas. O restaurante conta com decoração caprichada, inspirada nas nostálgicas e culturais casas de Veneza, o que confere um ambiente bastante agradável.

A comida italiana é elaborada com requinte e fidelidade ao paladar de origem. Tudo é artesanal, desde o pão até a sobremesa. Tem adega climatizada. A casa serve um buffet de saladas e massas no fim de semana. As opções a La Carte são variadas: massas al dente, carnes, sobremesas, entre outras iguarias.

Bacalhau Cocar

Ingredientes: 300 gramas de bacalhau em posta (deixar a posta por trinta minutos em água corrente para retirar o excesso de sal e, logo após, levar a um processo de dessalinização em água, por 48 horas, trocando a cada quatro horas) 100 gramas de batata média 50 gramas de brócolis fresco (cozido no vapor) 250 gramas de alho picado (o alho deve ser torrado até alcançar uma coloração dourada) 600 ml de azeite extra-virgem português 1 litro de leite 10 gramas de salsinha fresca picada

Modo de preparo: O bacalhau deve ser marinado em um litro de leite fervente por cinco minutos e levado em seguida à grelha por dez minutos (cinco minutos para cada lado) Ao mesmo tempo, deve-se aquecer 600 ml de azeite extra virgem. Retira-se o bacalhau da grelha e coloca-se para marinar no azeite quente por três minutos, junto com as batatas (as batatas deverão ser assadas e levemente amassadas antes de entrar no azeite).

Montagem do prato: Em um prato grande, coloca-se o bacalhau no centro. Acrescenta-se os brócolis que foram cozidos previamente no vapor. Acrescenta-se as batatas e o alho torrado. Rega-se com azeite utilizado no preparo e decora-se com salsinha picada.

Javali Vero

Ingredientes: 1 kg de carne de javali 1 xícara de azeite de oliva 2 xícaras de vinho branco de mesa (seco) 5 grãos de pimentas de vários tipos 2 ramos de alecrim fresco 2 ramos de salsa fresca 5 ramos de tomilho fresco 2 folhas de louro fresco 3 dentes de alho médio Sal a gosto

Preparo: Descongele naturalmente a carne, passe por toda a carne o suco de um limão enquanto faz o tempero. Triture rapidamente os temperos, não deixando muito moído. Seque bem a carne. Jogue o tempero em cima e esfregue bem. Deixe marinar no mínimo oito horas. Vire-a várias vezes. Forre uma assadeira com papel alumínio, coloque a carne, jogue por cima todos os temperos. Leve ao forno pré-aquecido. Deixe assar por duas horas e meia (dependendo do forno). Regue de vez em quando. Tire o papel alumínio para dourar. Servir com o molho da assadeira engrossado com duas colheres de sopa de farinha de trigo.

* Colaboração: Contato Comunicação

O segredo do filé

O filé à parmegiana regado ao legítimo chope alemão é o prato mais pedido no Bar do Alemão, em Itu.

Mas o chefe Franco não revela seu segredo. Concordou apenas em revelar alguns detalhes.

A carne, filé mignon comprado em peças de 2,2 quilos, de um fornecedor exclusivo, deve ser maturada.

Um prato leva 600 gramas do filé limpo, sem fibras e nervuras, com até 2 centímetros de espessura.

Frita-se a carne à milanesa, depois de passada uma vez só no ovo batido e na farinha. “A camada tem de ficar muito fina”, avisa.

Sobre o filé, vai o queijo prato e o parmesão, cerca de 300 gramas. Depois o molho, preparado com dois quilos de tomate especial, sem sementes, batido, cozido e coado. O tempero, ele não revela. O molho leva manteiga e volta a ser cozido cerca de três horas, após o primeiro preparo.

Acompanha arroz branco e batatas fritas.

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