• Delicado
Objeto de análise desta coluna no último domingo, o até agora harmonioso, porém sensível relacionamento entre a Prefeitura de Bauru e a Câmara Municipal deu ontem mostras do quanto é delicado. Alegando não ser obrigado juridicamente, o governo negou o envio de informações a pedidos diversos de quatro vereadores.
• Mal-estar
Foi o que bastou para gerar um clima de hostilidades ainda contidas, que acabaram contaminando outros parlamentares, receosos que também não possam obter informações. A Secretaria Jurídica alega que é preciso um critério, com justificativas sobre o pedido. Sob a frieza das leis, tudo absolutamente correto.
• Político
Mas o problema não é legal, e sim político, uma vez que a opção do prefeito Tuga Angerami (PDT) é pelo diálogo permanente e transparência na relação com o Poder Legislativo, evitando-se, ao máximo possível (já que não há uma bancada tuguista), embates em plenário, o que atrasaria em muito as metas do governo.
• Caso a caso
Então, as perguntas que ficam são: não seria possível - com uma pequena dose de habilidade - analisar caso a caso e tentar achar uma solução quando o pedido realmente assim o merecer, ao invés de simplesmente trancar as portas a todos? Não haveria alguém entre os seis mil funcionários municipais para ler os pedidos e resolver muitas vezes com um simples telefonema ao vereador?
• Bom senso
Afinal, a cidade depende deste novo modelo de relacionamento entre os dois poderes para ver as soluções postas em prática. É preciso muito equilíbrio e bom senso de ambas as partes. Bauru e seu povo não aguentarão assistir a mais quatro anos de briga pessoal ou partidária sobrepondo seus verdadeiros e urgentes interesses.
• Ameaça
O vereador João Parreira (PSDB) afirmou ontem, durante a sessão legislativa, que recebeu telefonema anônimo ameaçador de uma pessoa contrária à iniciativa de regulamentar as empresas que trabalham com sucata. A intenção do tucano é combater a receptação de materiais furtados. Ele agendou uma reunião para discutir o assunto amanhã, às 10h, na Câmara Municipal.
• Sempre alerta
Segundo Parreira, seu interlocutor o acusou de estar brincando com fogo. Foi o suficiente para o vereador Arildo de Lima Jr. (PP), integrante do Corpo de Bombeiros, oferecer seus préstimos ao colega, arrancando risos dos parlamentares que estavam no plenário.
• Pito geral
Durante o discurso do vereador Paulo César Madureira (PP), alguns parlamentares passaram a conversar animadamente ao lado da tribuna. Sem conseguir se concentrar, ele não teve dúvidas e chamou a atenção do grupo. O pito surtiu resultado e Madureira pôde, enfim, completar seu raciocínio.
• Bate-boca
Pela segunda vez em três semanas, os vereadores José Carlos Batata (PT) e Faria Neto (PDT) discutiram asperamente durante a sessão. O pedetista afirmou que o governo Tuga não deve nada a ninguém, após Batata afirmar que o projeto que prevê o parcelamento de dívidas da prefeitura com telefonia incluía a fatura de janeiro.