• Obrigação Avesso a jornalistas, o secretário de Planejamento, Izidoro Schafranski Neto, concedeu ontem sua primeira entrevista coletiva desde que assumiu o cargo, há quase três meses. Ao final, ele brincou dizendo que esperava ter que repetir a experiência apenas daqui a 90 dias. Na prática, o secretário viu que prestar contas e discutir temas públicos - dever de seu cargo - não dói e é obrigação, mesmo não gostando de jornalistas.
• Resultado
O vereador Marcelo Borges (PSDB) ficou satisfeito com o resultado da audiência pública realizada ontem para discutir a transferência das contas dos servidores municipais, do Banespa para o Banco do Brasil. A administração informou que a instituição bancária se comprometeu a repassar R$ 1,8 milhão para os cofres da prefeitura, independente das demais parcerias. O que não ficou compreensível é a razão para a prefeitura demorar tanto para mencionar a operação.
• As palavras...
A discussão de temas através do Legislativo é um importante instrumento para o aperfeiçoamento de governos e da busca por soluções. Mas é preciso que todos os presentes se preparem para participar de discussões abertas ao público e com transmissão televisiva. O pefelista Paulo Eduardo Martins (PFL) usou o microfone para reclamar que não teria obtido sucesso em uma operação pessoal junto ao Banco do Brasil para ilustrar que servidores estariam tendo dificuldades com a instituição. Soou mal.
• Argumentação
Por sinal, nesta mesma audiência, o secretário Jurídico, Célio Parisi, ao debater com o vereador José Carlos Batata (PT), usou seus anos de janela forense ao perguntar, e não obter resposta de ninguém, se os vereadores sabiam em que banco a Câmara movimenta sua conta, há muitos anos. E ele mesmo respondeu: no Banco do Brasil e sem ter feito a mesma licitação que o Legislativo agora cobra do Poder Executivo.
• PPS reclama
O presidente do PPS, Rubens de Souza, afirma que o partido não entende por que o Sindicato dos Servidores Públicos pediu reposição salarial de 78% no ano passado, durante o governo Nilson Costa, e de apenas 11,66% este ano. Para a legenda, a diferença comprova que a entidade perseguia a administração anterior, que tinha o PPS como aliado.
• Números reais
Os nilsistas não devem ter lido toda a pauta do sindicato entregue ao governo atual, reagiu ontem uma pessoa ligada ao Sinserm. A reivindicação é por 11,66% de reposição e mais R$ 130,00 lineares para recompor as perdas durante o governo Nilson. O restante da pendência, o sindicato quer negociar um parcelamento.
• Trombando
A prefeitura contesta a informação do vereador João Parreira (PSDB), dando conta que uma empresa de massa asfáltica teria desistido de se instalar em Bauru devido aos obstáculos burocráticos que encontrou. Segundo a assessoria de imprensa da administração, diretores da Maripav, de Marília, se reuniram ontem com o prefeito Tuga Angerami (PDT) e garantiram que abrirão uma filial na cidade.