Política

Sindicato retorna ao MP pela coleta

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 2 min

O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserm) retorna ao Ministério Público com uma reclamação contra a precarização do serviço de coleta de lixo urbano na cidade. Mas a direção da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural (Emdurb) recebeu ontem a representação como ato político e de desrespeito aos funcionários que atuam no setor de manutenção da frota.

A entidade pede ao promotor de Cidadania e Patrimônio Público, Fernando Masseli Helene, a abertura de inquérito civil para promover a fiscalização dos serviços com o objetivo de constatar que não haveria precarização que justificasse a tentativa de terceirização.

Contudo, após discussão do tema em audiências públicas, a Emdurb comenta que a representação é extemporânea em função das ações de recuperação emergencial da frota de caminhões já iniciada e da revogação do decreto de emergência que sustentaria a terceirização.

“Não há iminência de caos ou colapso no sistema público de coleta de lixo e não havia qualquer motivo para a decretação de emergência e contratação de empresa terceirizada com dispensa de licitação. Há uma política deliberada de privatizar a coleta e para isso é mister convencer a população de que o sistema público está falido”, critica a diretoria do Sinserm na representação subscrita pelo advogado da entidade, Sandro Luiz Fernandes.

“A representação é mero documento político, sequer o decreto de emergência existe há várias semanas. A discussão pública dos problemas enfrentados com a coleta foi feito com a sociedade e a partir disso adotamos uma série de medidas com o objetivo de iniciar a recuperação da estrutura”, reage o presidente da empresa, Renato Purini.

Para o presidente, a insistência com a questão é desrespeito aos funcionários, que são representados pelo próprio sindicato. â€œÉ uma afronta ao trabalho que está sendo realizado pelos mecânicos, os funcionários da oficina, desrespeito. O pessoal está trabalhando como nunca antes na recuperação dos caminhões e na reposição de peças em um esforço que merece elogios em cima de uma frota antiga”, contrapõe.

Purini faz convite à direção do sindicato para ver as modificações implementadas na rotina de oficina. “A situação do lixo hoje está muito melhor do que em janeiro, quando discutimos o problema. É um absurdo a representação porque a situação é exatamente ao contrário do que a entidade quer insistir”, cita Purini.

A presidência destaca que a entidade se vale do diagnóstico feito em janeiro, logo após o atual governo assumir a empresa, para voltar ao tema junto à Promotoria. Mas a entidade levanta que a empresa não estaria realizando a manutenção necessária da frota, “facilitando o sucateamento e a difusão da idéia do caos”.

Comentários

Comentários