O economista Reinaldo Cafeo, professor da Faculdade de Administração da Instituição Toledo de Ensino (ITE), acha que a administração municipal deveria procurar outras alternativas para fazer asfalto em Bauru antes de vender os terrenos da prefeitura. Cafeo tem três argumentos: os lotes formam o patrimônio da prefeitura, podem ser usados como moeda de troca para atrair empresas e podem ser necessários, futuramente, para instalação de equipamentos públicos.
Apesar de reconhecer que a cidade precisa investir em asfalto, Cafeo avalia que o patrimônio não deveria ser usado para custeio. “Tivemos experiências no País de privatização e venda de patrimônio em que os recursos nem sempre deram o retorno que se esperava”, comenta.
Para o economista, a prefeitura deveria discutir com a população a viabilidade dos donos de imóveis pagarem pelo asfalto. “Acho que, se parcelar em 36 ou 48 meses, o dono do imóvel pode pagar pelo asfalto em frente sua casa, que é de cerca de R$ 1,5 mil já incluídas guias e sarjetas”, sugere.
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Área nobre desperta interesse
Se a prefeitura realmente pôr à venda terrenos espalhados por toda a cidade, a previsão de Roberto Lima, delegado do Conselho Regional de Consultores de Imóveis (Creci), é que haverá mais interesse pelos localizados em áreas nobres.
“O investidor quer terreno em locais de alta valorização como condomínios fechados, zona sul e corredores comerciais”, diz ele que integra o grupo responsável por fazer o raio-x dos terrenos da prefeitura.
Porém, Lima ressalta que os lotes localizados na periferia podem despertar interesse da população para construção imediata. “Se o preço do lote for acessível e o interessado possa pagá-lo em parcelas ou através de financiamento, fica mais fácil ser vendido”, frisa. Segundo o delegado do Creci, dependendo da localização do terreno, investir em imóvel ainda é um mais rentável que o sistema financeiro.