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Perigo do preconceito retorna ao mundo!


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Ao ensejo da oportunidade em que estive em Sorocaba, por ocasião da recente Páscoa Cristã, festejada entre nossos irmãos ali residentes e nossos familiares de cidades vizinhas, gostaria de comentar sobre a volta do preconceito.

Aqui, mantendo o hábito de jornalista ao ensejo do respectivo interesse profissional do costume, servirmo-nos do excelente matutino diário denominado “Cruzeiro do Sul”, da edição de sexta-feira, dia 25 de março deste ano, cuja abertura da reportagem intitulada “Comunidades virtuais pregam o preconceito de forma real”, para analisar a referida.

E na presença deste assunto de vasto interesse, embora cercado de muitíssimos fatos desagradáveis, tendo em vista as suas particularidades, acabei me atendo a uma busca imediata sobre a questão.

Supostamente, haveria somente homossexuais que vivessem em uma espécie de "esconderijo". Para se poupar da crítica da sociedade, eles não estariam dispostos a se apresentar como são realmente e a assumirem a sua preferência sexual. Mas os tempos hoje, ainda bem, são outros.

Os homossexuais da atualidade encontram apoios para a sua vivência, por exemplo, no “Orkut” - comunidade da Internet que agrega pessoas com "interesses comuns" - o que gera reuniões entre pessoas, que podem discutir seus medos e anseios, além de dividir sonhos e esperanças. Hoje vem ocorrendo a união de dois homens (como acaba de ocorrer aqui no Brasil) ou de duas mulheres que vivem amasiadas.

Eles, geralmente, querem formar uma família e buscam até uma criança para adotar. Entre essas duplas, surgem outros interesses, como colaborar para discussão da sociedade como um todo e a forma como as pessoas lidam com as diferenças, sejam elas de sexo, cor, raça ou nível sócioeconômico. Na verdade, a busca é pela felicidade. Todos têm direito à cidadania e todos merecem nosso mais profundo respeito, seja qual for a opção que fizer em relação à sua vida.

A presença de um homossexual na família hoje em dia deixou de ser uma espécie de "vergonha" para os parentes. São eles, muitas vezes, que sustentam a casa e amparam velhos e crianças abandonados por filhos e pais desnaturados.

Entretanto, as maldades dirigidas aos homossexuais, atingindo-os violentamente, já criaram tanto calo na humanidade quanto as existências das terríveis comunidades preconceituosas. Particularmente, parece que já nos encontramos nadando em uma “doença social”.

E ainda mais assustado pelo que pode vir de pior por aí: gente que anda em bando nos impondo o infeliz retrato de “Hitler": um dos ícones do preconceito”. Será que a intolerância não pode ser sepultada de vez? Fico por aqui.

O autor, José Almodova, foi professor universitário da ITE e da Unesp de Bauru. É jornalista e colaborador do JC. E-mail: almodova@ig.com.br

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