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Editorial


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Se há algo que não aguento nos momentos em que estou dirigindo no trânsito de Bauru é a falta de educação.

Basta sair às ruas para, logo nas primeiras esquinas, encontrar condutores que não sinalizam suas intenções, tornando as setas itens opcionais, rodam em altíssimas velocidades, muito além das permitidas nas vias, ou simplesmente ignoram as sinalizações existentes.

Há poucos dias fui "vítima" de um desses que se acham "donos" das ruas. Estava contornando uma rotatória em direção ao JC. Tudo ia bem até deparar-me com um irresponsável ao guidão de uma motocicleta que vinha de uma rua perpendicular à rotatória.

Em vez de agir como uma pessoa civilizada e parar próximo à rotatória - no local há duas placas de parada obrigatória, além de sinalização horizontal pintada na via - o sujeito invade minha preferência, obrigando-me a um brusco desvio da trajetória para não atingi-lo.

Mas o que mais me espantou foi a atitude do "motociclista". Em vez de desculpar-se, alcançou meu veículo e destilou uma série de palavrões como se tivesse toda a razão do mundo.

São atitudes como essa que tornam o trânsito, não só bauruense mas também no País, cada vez mais perigoso. Pena, pois um pouco de cortesia e consciência dos erros não fazem mal a ninguém nessa hora.

Marcelo Ferrazoli

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