Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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Desconforto Os vereadores próximos ao prefeito Tuga Angerami (PDT) - Faria Neto (PDT), Futaro Sato (PDT), Majô Jandreice (PC do B) e Salvador Afonso (PDT) - estão desconfortáveis com a situação política em que se encontram. Outros, que poderiam se juntar ao grupo, não consideram que haja bons motivos para isso, no momento.

Sem direção Eles não estão exatamente felizes com o tratamento que recebem do Palácio das Cerejeiras a suas demandas e também dizem não se sentir amparados em uma estratégia política para atuar mais firmemente no Legislativo em prol do governo. A reação, ainda silenciosa, nos bastidores, coincide com a incerta prática do prefeito de atuar apenas no corpo-a-corpo e com a mão estendida para a Câmara.

Aposta de risco Descontada a tentação por fisiologismo que um ou outro possa ter, o fato é que a postura do grupo é mais uma prova de que o atual governo não aposta mesmo em ações políticas para administrar. Quando resolver sair em busca de uma sustentação sólida, que não fique ao sabor da direção do vento, poderá ser tarde. Não para o futuro político do governo, mas para os rumos da cidade.

Praxis política Segundo a coluna apurou no último final de semana, poderá ocorrer ainda nesta semana uma reunião entre as partes, talvez na quarta-feira. O problema será colocado na mesa de uma forma um pouco mais ampla. É muito provável que a discussão passe por cargos no Executivo, o que é praxe na política nacional.

Só com idéias Porém, mais do que barganhar, este grupo de vereadores tem a chance de se posicionar muito claramente sobre os problemas de Bauru, suas idéias para resolvê-los e, mais, planos para atuação conjunta. Caso contrário, a discussão que se pretende fazer ficará circunscrita ao plano fisiológico - do famoso “é dando que se recebe” - e aí as coisas irão muito mal, com sérios prejuízos para a sociedade que os elegeu.

Voto “caseiro” Em meio à corrida eleitoral de 2006 que já começou, uma coisa é certa: Bauru corre o risco de ter, novamente, quase duas dezenas de candidatos. E, com isso, a forte possibilidade de não elegermos nenhum federal. Mais do que garantir vagas, os partidos devem pensar em orientar os eleitores locais para a necessidade do voto “caseiro”.

Mobilização Consciente de seu papel de instrumento de defesa da cidadania e dos interesses de Bauru, o JC, desde a eleição parlamentar de 2002, manifesta-se sobre o tema com preocupação e no sentido de provocar reflexões e mobilização.

Resgatando Não é fácil unificar os interesses localizados de cada partido com essa demanda bem mais ampla da cidade. Porém, o que são partidos senão grupos de pessoas que deveriam ter o objetivo de defender o interesse público? Claro que essa é uma visão benevolente e desconectada com boa parte da realidade. Mas é preciso tentar o resgate da finalidade primordial das atividades políticas.

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