Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Ação conservadora

O prefeito Tuga Angerami (PDT) parece não ter digerido bem a decisão liminar que permite ao município deixar de pagar as parcelas mensais da dívida federalizada até que saia decisão judicial na ação popular que discute superfaturamento na operação. O prefeito se dispõe a guardar apenas a parte que está sendo bloqueada pela União, o que equivale a metade dos R$ 700 mil/mensais, em um total de R$ 6,5 milhões.

• Congelamento

A complexa operação da federalização transferiu para a União uma dívida de R$ 23 milhões referente ao empréstimo do viaduto inacabado. Mas uma ação popular questiona que houve um “erro” de R$ 11 milhões a mais. Em função dessa discussão, a liminar da Justiça Federal permite que o valor das parcelas fique congelado até a decisão.

• Sem dinheiro

Ao informar a Justiça que não há como ser fiel depositário de valores que não estão sendo pagos, a administração, ainda que por outra via, acaba confirmando o que foi revelado na edição de ontem do JC: o dinheiro no caixa não é suficiente para cobrir todos os compromissos mensais. Ou seja, o prefeito não quer correr o risco de ser fiel depositário porque já sabe que será muito difícil pagar as parcelas, pelo menos neste ano.

• Sinalização

A situação sinaliza para uma avaliação mais pessimista em relação ao primeiro ano de mandato. O governo deve mesmo utilizar 2005 para tentar equilibrar o caixa. Planos ou realizações de maior impacto, pelo jeito, só devem ser esperados para o segundo ano. E, ainda assim, se o prefeito conseguir implementar ajustes estruturais, redefinindo o tamanho, a forma e os mecanismos da máquina.

• Atacar os nós

Contudo, a retomada da capacidade de investimento depende do ataque a temas que vão exigir postura política. E isso vai muito além do número de pastas, mas passa, por exemplo, pela rediscussão do financiamento do plano de saúde do servidor, do transporte escolar, da alimentação e da Previdência. Isso sem contar o aumento da receita. A não ser que Tuga queira ficar quatro anos discutindo faturas e dívidas.

• Cidade-Irmã

A vereadora Majô Jandreice (PCdoB) quer transformar Gothenburg, na Suécia, em Cidade-Irmã de Bauru. O município é a sede do Instituto Bränemark, que está construindo uma filial no terreno do antigo Lanchódromo. A proposta da parlamentar está tramitando na Câmara Municipal.

• Meio ambiente

O vereador Rodrigo Agostinho (PMDB) é um dos palestrantes do Fórum Brasileiro de ONGs ligadas ao meio ambiente, que está sendo realizado em São Paulo. Por esse motivo, Agostinho não participou da sessão legislativa de anteontem e, segundo o presidente da Câmara Municipal, Toninho Garmes (PSDB), ficará sem jetom, já que ele não está representando o Legislativo no evento.

• Próstata

O parlamentar Faria Neto (PDT) utilizou a tribuna da Câmara anteontem para sair em defesa do exame de próstata. O discurso foi uma resposta ao deputado estadual baiano Sargento Isidório, que há algumas semanas tornou público o seu descontentamento com o exame, dizendo que ficou assustado com o procedimento.

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