TAPETÃO
O presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luiz Zveiter, que adora aparecer, disse que juridicamente existe a possibilidade de o Vasco conquistar os pontos da partida contra o Brasiliense. Lembra que o clube do Distrito Federal não poderia ter vendido ingressos para o jogo do último domingo. Acho isso uma palhaçada, mas segundo o regulamento do Campeonato Brasileiro, o campeão da Série B em 2004 deveria ter atuado no empate em 2 a 2 sem a presença de torcida no estádio. Como fizeram Santos e Fortaleza, lembramos. Concordo plenamente com a perda de mando do campo, mas discordo totalmente desse castigo de ter que jogar com os portões fechados.
FESTA
Na despedida de Romário e na festa dos 40 anos da Globo, Brasil e Guatemala enfrentam-se no Pacaembu. A TV Globo até que merece um bom jogo, mas o amistoso não acrescentará nada ao técnico Carlos Alberto Parreira. A Guatemala perde longe para a Venezuela - eterna lanterna da América do Sul - em futebol e tradição. A seleção da América Central é a 60ª do mundo. Seria mais interessante um jogo entre paulistas e cariocas.
FASE BRABA
O técnico Celso Roth chega ao Flamengo com a missão de melhorar a pífia campanha do time rubro-negro na atual temporada. Em 2005, a equipe tem o sexto pior aproveitamento de sua história. No total, o Flamengo disputou 21 jogos, venceu sete, empatou sete e perdeu outros sete. Dos últimos dez anos, a campanha de 2005 só não é pior do que a de 2002, quando o time quase foi rebaixado para a Série B do Brasileiro.
NÃO ENTENDO
O também técnico de futebol Péricles Chamusca não entende a atitude da diretoria do Goiás, que o dispensou algumas horas depois da vitória sobre o Paraná Clube por 2 a 0, em Curitiba. Se o Chamusca não entendeu, não somos nós que vamos entender, ainda porque, estamos longe de Goiânia. Creio que a demissão foi causada pelo desgaste do Campeonato Goiano, conquistado pelo Vila Nova, mas fiquei surpreso por eles terem esperado o início do Brasileiro demitir o Chamusca. Coisa da cartolagem. Como dizia aquele personagem de programa humoróistico, ‘não precisa explicar, eu só queria entender’.
NOROESTINOS (I)
Claudinei Francisco dos Santos, torcedor fanático do Noroeste, acha que a única salvação do time é a contratação de um psicológico. Alega que o Norusca só joga sob pressão. Concordo. Existe muita pressão e isso é ruim. O Sílvio Santos Pereira acha que o time de juniores, terceiro melhor do Estado na categoria, deveria estar jogando na Série A2. Ou pelo menos a escalação para os quatro jogos restantes, de Thiago Tigrão, Cacá, Danilo e Buiu, além do Bonfim, júnior que virou titular absoluto. Concordo com o lançamento dos garotos, mas aos poucos, não de uma vez só e para jogos decisivos. Júnior é uma coisa e profissional é outra; Terceirona é uma coisa e Segundona é outra; Segundona é uma coisa e Primeirona é outra. O argumento de que a bola é redonda para todos, não faz sentido. O Taboão da Serra não vai ganhar do São Paulo.
NOROESTINOS (II)
Débora Santana, noroestina que mora em São Vicente, afirma que a torcida não respeitou o profissional e nem a figura humana de Ivo Secchi, nem mesmo quando o técnico colocou o Noroeste na zona de classificação. E pergunta: cadê o apoio psicológico e incentivo da torcida? É verdade. Não se trata da organizada, e sim de alguns torcedores, de 10 a 50. Os torcedores da Sangue Rubro, esses sim, torcem, incentivam, vestem a camisa. Recebi outros e-mails, mas deixo para outro dia, porque tenho outras coisas para comentar. Ainda, porque, são os críticos de Celso Zinsly, opiniões que não acrescentam nada.
MEMÓRIA
Campeonato Paulista de 1985: Noroeste 1 x 1 Palmeiras, em Bauru. Murilo abriu a contagem para o Noroeste e Amarildo fez o gol do empate. Árbitro: Almir Laguna. Público pagante: 9.919. Noroeste: Alexandre; Valter Nascimento, Sidnei, Dedê e Edinho; Marcão, Murilo e César; Osmair, Washington e Pato (Eudes). Palmeiras: Leão; Diogo, Vágner Bacharel, Amarildo e Paulo Roberto; Paulinho, Mendonça e Gérson Caçapa; Barbosa, Hélio e Edu.
DÁ-LHE, NORUSCA
O Noroeste vai com tudo para cima do Taubaté, do simpático técnico Ivo Secchi. Vencer á a única opção do time vermelho e branco, que ao longo de quase um século de vida, tem proporcionado alegria e tristeza aos seus fiéis torcedores. Todos ao estádio, confiamos no Norusca.