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Gasolina da região está entre as sete melhores do Estado

Diego Molina
| Tempo de leitura: 3 min

A gasolina da região de Bauru é a sétima melhor do Estado, de acordo com o último boletim da Superintendência de Qualidade de Produtos da Agência Nacional do Petróleo (ANP), realizado no período de janeiro a março deste ano. Das 41 regiões de monitoramento divididas pelo órgão no Estado de São Paulo, a gasolina com menor índice de adulteração foi verificada em Campinas, e a mais adulterada foi encontrada na região de Ribeirão Preto. Os dados estão disponíveis no site da ANP (www.anp.gov.br).

Na região de Bauru, que abrange 16 municípios, entre eles Duartina, Garça, Pirajuí e Piratininga, foram coletadas 121 amostras para a realização do boletim trimestral e apenas seis apresentaram irregularidades, o que representa 5% do total. A média de amostras de gasolina adulterada no Estado no último trimestre foi de 8,9%.

Waldis Bonatelli Júnior, que é empresário do setor em Bauru, comenta que o controle de qualidade do combustível da companhia a qual é afiliado é realizado pela própria distribuidora. “A nossa gasolina tem uma marcação química; a companhia fiscaliza e nos dá o certificado de qualidade”, relata.

O empresário observa que constantemente ouve queixas de consumidores sobre combustível adulterado adquirido em outros estabelecimentos e que causam problemas no desempenho dos veículos. “Já vi essa situação várias vezes, até porque também temos uma oficina no posto. Mas não sabemos de onde vem (o combustível com adulteração)”, frisa.

Sem origem

A ANP não divulga a origem das amostras analisadas que apresentaram irregularidades. Por conta disso, Bonatelli questiona o funcionamento de postos desligados de companhias distribuidoras, ou de bandeira branca, e que não possuem indicação da origem do combustível. “Temos uma postura honesta, de manter a seriedade para com os clientes, e acabamos concorrendo com outros postos que vendem o produto adulterado”, afirma.

No ano passado, um grupo de empresários do setor procurou o Jornal da Cidade para denunciar a comercialização de produto adulterado por estabelecimentos de Bauru e a concorrência desleal à qual estavam submetidos. Eles afirmaram que alguns empresários compram gasolina já fora das especificações da ANP ou diluem solventes ou álcool anidro acima do limite permitido na composição.

Na ocasião, os empresários questionaram a falta de fiscalização da ANP, do Ministério Público Federal (MPF) e da Polícia Federal (PF), que divergem sobre a competência das autuações. Após a publicação das reportagens, diversas redes promoveram análises públicas da qualidade dos produtos.

A ANP divulga trimestralmente os boletins de qualidade, que fazem parte do Programa de Monitoramento da Qualidade dos Combustíveis (PMQC), que avalia a adequação da gasolina, do álcool e do óleo diesel às especificações exigidas pelo órgão.

Os sintomas mais comuns nos veículos abastecidos com combustível “batizado” são o carro não desenvolver potência, engasgar e falhar em trânsito, além da marcha lenta ficar irregular. O veículo também apresenta dificuldades para pegar no tempo frio e os componentes do motor podem apresentar desgaste.

Cassação

O Estado retomou, na semana passada, a operação “De olho na bomba”, após a entrada em vigor da lei que determina a cassação da inscrição estadual de postos, distribuidoras e transportadoras flagrados com combustíveis fora das especificações. A operação começou pela Capital, onde três laboratórios móveis percorreram dezenas de postos para examinar a qualidade dos produtos. A fiscalização já vem sendo realizada desde dezembro do ano passado, de acordo com informe do governo estadual, e deve se estender ao Interior ainda neste semestre.

A portaria que estabelece a cassação da inscrição estadual das empresas foi publicada no Diário Oficial no último dia 21. De acordo com ela, a cada visita das equipes serão coletadas três amostras: uma será encaminhada ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), outra entregue ao estabelecimento e a terceira ficará em poder do Estado até o fim do processo.

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