Regional

Padre Bento, já falecido, rezaria missa em Timburi

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 1 min

A pequena cidade de Timburi (150 quilômetros a sudoeste de Bauru) com seus 3 mil habitantes ostenta a única igreja construída com pedras de arenito do Brasil, conta orgulhoso o morador e funcionário público aposentado, Tarciso Ambiel. A construção, que data de 1942, atualmente está sustentada com cabos de aço, porque as pedras começaram a ceder.

Cartão-postal da cidade, a igreja, embora o morador negue, é conhecida por uma lenda. Dizem que o padre Bento Gonçalves, que está enterrado na porta da frente do templo, ainda reza missas no local. É um assunto que a cidade toda comenta, mas para o qual nenhum morador quer dar seu testemunho. Meio sem jeito, um deles diz que já ouviu falar sobre isso, mas se apressa em ir embora.

A igreja é o marco da cidade e, para a sua construção, segundo Ambiel, foram feitos “triângulos” de madeira peroba, que sustentavam as cordas para levantar as pedras de arenito. “Por aqui tem muito arenito. Naquele tempo, não existiam guindastes e cada pedra foi levantada manualmente. A obra começou em 1917 e foi considerada pronta em 1942.”

As torres que a igreja ostenta, apressa-se em dizer o morador, só foram colocadas em 1947. “Elas são de ferro”. Há cerca de 20 anos, a construção começou a ceder, o que resultou numa amarração interna com cabo de aço. “Isso deteve a movimentação.”

A igreja guarda uma relíquia, a pia batismal, talhada numa única pedra. O piso original, que era de madeira, já foi substituído por ladrilhos. “Na escada de entrada, há alguns degraus construídos com uma pedra só”, comenta Ambiel.

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