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Editorial


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Cortesia e educação. Dizem que sonhar não custa nada e, neste caso, como seria bom se essa tríade estivesse mais presente na realidade do trânsito bauruense. Já disse mais uma vez neste espaço que andar em Bauru, principalmente nas vias mais movimentadas, poderia ser muito mais tranqüilo.

Exemplo clássico. Dia desses saio do jornal e, em uma rua paralela à avenida Duque de Caxias, um carro dá sinal para sair do local onde está estacionado. Como ele já havia começado a sair da vaga, resolvi, mesmo tendo a preferência, parar por instantes para o condutor do outro veículo poder sair. Fiz isso, mas não demorou muito para descobrir que a atitude não agradou.

Logo atrás, um motorista “enfiou” a mão na buzina e, ao emparelhar com meu carro, em protesto contra meu ato, ainda destilou sua imensa capacidade para soltar palavrões. Lamentável. Você tenta ser cortês e é xingado. Quais as razões de tanto destempero? O que o “cidadão” perderia demorando alguns segundos a mais para chegar ao seu destino?

Acho que a única explicação é a mais completa e pura falta de educação, uma realidade tristemente constante no trânsito local. Vamos ser um pouco mais humanos ao volante. Só temos a ganhar com isso.

Marcelo Ferrazoli

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