Polícia

Informações internas vazaram e facilitaram a ação dos assaltantes

Ricardo Santana
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A maneira como o roubo na Plasútil foi executado indicou para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG/Garra) que os envolvidos sabiam que naquele dia a empresa teria valores em dinheiro e estaria vulnerável, o que facilitaria um assalto.

O diretor-presidente da Plasútil, Marco Antonio Pereira, esclarece que a fábrica trabalha 24 horas por dia. Entretanto, no último domingo, véspera do assalto, a unidade parou em consideração ao Dia das Mães. “Isso vazou e fez entender que só podia ter informação vazada internamente”, explica Pereira.

Ele diz que alguns procedimentos de segurança, como permanência de valores na empresa, vão mudar a partir do roubo. O empresário vê com ironia o fato de o assalto ter sido planejado e executado com ajuda de funcionários contratados para garantir a segurança da empresa. “Isso não denigre os outros vigilantes que temos aqui. É desvio de caráter. O que mais recuperamos é a honra do pessoal que ficou e não tem a ver com isso”, salienta. A empresa foi fundada há 18 anos, possui 500 funcionários e produz utensílios domésticos.

Parte dos envolvidos chegou encapuzado e armado por volta das 3h à sede da indústria, que fica no Distrito Industrial 1.

Renderam o vigia Paulo Malta Fernandes, tomando sua arma, um revólver calibre 38. Ele foi trancado em um banheiro junto com Delton Rodrigues da Silva, preso anteontem acusado de envolvimento no assalto.

Eles levaram um cofre onde estava R$ 119.165,00 em dinheiro e cheques, além de equipamentos de informática. Na fuga, transportaram o cofre em um veículo da empresa estacionado no pátio.

Horas depois a caminhonete Fiorino de propriedade da Plasútil foi encontrada no quilômetro 344 da rodovia Marechal Rondon, nas proximidades do acesso ao bairro Colina Verde, em Bauru.

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