São Paulo - Um show de velocidade, emoção e muita adrenalina. Assim pode ser definida a primeira etapa da Copa Bauru de Arrancada, realizada ontem, no Sambódromo. Além de lotar as arquibancadas da passarela do samba local em toda sua extensão, a competição atraiu centenas de pilotos de Bauru, região e até de outros Estados ávidos para “queimar” o asfalto.
E isso começou a ser feito logo nas primeiras horas da manhã com os treinos livres preparatórios para as provas oficiais, que iniciaram-se à tarde movimentando os 208 veículos inscritos e distribuídos em sete categorias: tração dianteira original, tração dianteira turbo light, tração dianteira turbo top, tração traseira original, tração traseira turbo, força livre e importados. Além disso, também houve apresentações especiais de acrobacias e manobras radicais de motos.
Os “pegas”, literalmente, levantaram poeira e agitaram o público, que delirava em cada “duelo” com os altos “roncos” dos motores e as velozes e impetuosas arrancadas que levavam os veículos a atingir até 160 km/h. O recorde de tempo foi batido por uma “gaiola” - carro pequeno equipado apenas com chassi e motor -, que levou apenas nove segundos cravados para percorrer o trecho de 200 metros da pista.
E se o público já vibrava com as “puxadas” - termo usado para definir as arrancadas -, os pilotos, mal conseguiam conter a emoção antes, durante e depois dos “pegas”. Exemplo disso foi o bauruense Anderson Bianchi, um estreante na competição que disputou na categoria força livre, a principal da modalidade, com um “Chevettão” 1992 com motor de 150 cavalos de potência. “Chega a dar tremedeira na perna e parece que o coração vai sair na boca na hora de arrancar. Mas não tem como descrever direito. Só participando para ter idéia de como é”, destacou.
“No começo, quando você está alinhando com o adversário, dá um friozinho na barriga. Mas depois que sai a adrenalina vai a mil e você esquece de tudo. Perde até a raiva”, descreveu o piloto agudense Murilo Fernandes, que correu na categoria tração traseira original com um Fusca equipado com motor “mexido” de cerca de 1800 cilindradas.
Já os “veteranos” de arrancada demonstravam tranqüilidade. Pelo menos até o alinhamento no grid ao lado do piloto concorrente. Esse foi o caso do ourinhense Evandro Gonçalves, que “puxou” na tração dianteira turbo top com um “Golzinho” 1997 de 350 cavalos. “Já participei de outras provas do gênero, mas garanto que a emoção nunca é igual sempre, pois toda arrancada tem um gostinho diferente. Só pisando fundo para compreender o que é isso”, frisou.
A cobertura completa do evento, com os resultados das categorias e entrevistas especiais, estará na edição do próximo sábado, 21, do AutoMercado & Cia.