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Assistidos por entidades são alvo dos cursos de geração de renda

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Em cumprimento à nova política de assistência social, que prevê a existência de uma rede integrada de atendimento, a partir de agora os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e as entidades passarão a selecionar, entre os seus assistidos, os interessados em fazer cursos de geração de renda e de qualificação profissional. Os interessados em geral, não-atendidos em programas sociais, poderão se inscrever se sobrarem vagas.

Os cursos são destinados a quem tem renda mensal per capta de até meio salário mínimo, para que através deles melhore a qualidade de vida e deixe de depender de programas sociais de assistência, explica Adriane Julião Oliveira, assistente social da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social. “A proposta é o atendimento integrado”, diz.

Para isso, os atendidos pela Sebes e entidades conveniadas passam por um estudo sócio-econômico que aponta quais as necessidades não só daquela pessoa, mas de toda sua família. Com base no estudo, é feito encaminhamento para cursos de geração de renda, creches, atendimento médico, emprego, entre outros serviços, explica Oliveira.

E a demanda por cursos de geração de renda é grande. A Sebes tem programas nas áreas de artesanato, alimentação, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e corte costura, com duração média de dois meses e meio a três meses e meio. “São cursos que dão certificado e são vários os relatos de que realmente ajudam a gerar renda. Agora, na turma que está concluindo o curso de noções básicas de salgados, vários participantes disseram que já estão fazendo salgado e vendendo”, frisa a assistente social.

Uma delas é a dona de casa Magali Peres Falcão, 36 anos, que além do curso de salgados está fazendo o de artesanato. “Estou fazendo salgadinhos para vender aos conhecidos e já ganhando um dinheirinho”, diz ela que deixou de trabalhar fora há muitos anos para cuidar dos cinco filhos.

A renda dos salgadinhos começa a ajudar nas despesas da família, até agora pagas apenas pelo salário do marido de Magali, que é soldador. “Mas minha meta é abrir uma lojinha de artesanato em frente de casa e ter uma cozinha especial para confeitaria”, planeja.

A Casa da Esperança, entidade que fica no Núcleo Fortunato Rocha Lima e é conveniada à Sebes, atende 80 crianças e adolescentes de 7 a 14 anos. Mas também tem cursos de geração de renda e qualificação profissional para os adolescentes e suas famílias.

Na proposta de atendimento integrado, a entidade faz encaminhanento médico, odontológico e psicológico e ainda distribui cestas de alimentos às famílias necessitadas graças ao programa Mesa Bauru, uma parceria do Serviço Social do Comércio (Sesc) com a Universidade do Sagrado Coração (USC). Entre os cursos de geração de renda oferecidos estão o de corte e costura (básico e avançado), bordado em pedraria, depilação e cabeleireiro.

Há ainda programas de qualificação profissional para empregada doméstica, padeiro, manicure e eletricista, conta Martha Maria de Oliveira César, coordenadora da Casa da Esperança. “E vemos que esses cursos realmente ajudam a obter renda. Só aqui no bairro temos pelo menos dois salões de cabeleireiras que fizeram o curso na Casa da Esperança”, frisa.

Serviço

Os interessados em cursos de geração de renda e qualificação profissional da Sebes e entidades conveniadas podem entrar em contato pelo telefone (14) 3235-1284.

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