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CPP cobra reajuste salarial e concurso para professores

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Com cerca de 120 mil sócios em todo o Estado de São Paulo - 1.500 em Bauru - , o Centro do Professorado Paulista (CPP) está cobrando do governo reajuste salarial e a realização de concurso para efetivar aproximadamente 40 mil professores das escolas estaduais hoje admitidos em caráter temporário, os ACTs. A informação é do presidente da associação, Palmiro Mennucci, que esteve em Bauru ontem. Ele participou da solenidade de comemoração dos 40 anos da Regional Bauru do CPP, agora denominado CPP “Professor Rodolpho Pereira Lima”.

A escolha do nome é uma homenagem em vida a um dos mais conhecidos professores de Bauru, que em 1964 lutou pela construção do prédio que abriga o CPP, no Jardim Brasil. “Estamos fustigando o governo para reajuste de 10% a 30%”, diz Mennucci, que é primeiro suplente do PPS na Assembléia Legislativa de São Paulo. Junto com a Apeoesp, Udemo, Apase e Apampesp, o CPP está cobrando da Secretaria de Educação incorporação de adicionais e gratificações, reajuste salarial e o concurso para efetivar os professores ACTs.

“Há 12 anos estamos sem concurso para professores de 1.ª a 4.ª série. Acredito que 80% desses professores são ACTs”, afirma Mennucci. Nos últimos anos, o governo fez concurso para professores de 5.ª a 8.ª série e ensino médio. “Quando chega dezembro, acaba o contrato do professor ACT e ele não sabe se vai ser renovado no próximo ano. É uma situação complicado para o magistério”, frisa.

Outra reivindicação do CPP, conta Mennucci, é que o governo, assim como faz os servidores estaduais, passe a recolher 2% sobre o salário para o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe). “Os funcionários recolhem 2% desde antes da construção do Hospital do Servidor e cobramos que o governo faça o mesmo para ampliar a rede de atendimento médico para todo o Estado”, afirma.

O Centro do Professorado Paulista está completando 85 anos e tem 92 sedes regionais e sete colônias de férias. Além de lazer e esporte oferecido aos sócios nas sedes regionais, o CPP também mantém clínica médica com 32 profissionais em São Paulo, que atendem gratuitamente os sócios e seus dependentes, e alojamento.

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Homenagem

A solenidade de ontem à noite na sede regional Bauru do Centro do Professorado Paulista (CPP) marcou os 40 anos do órgão e deu à entidade o nome de “Professor Rodolpho Pereira Lima”. Neuza Aracy Costa Sampaio e Vera Lúcia Durand da Silva, respectivamente diretora e vice-diretora do CPP Bauru, lembram que ele foi um dos responsáveis pela estrutura que o centro oferece hoje aos professores.

“Em 1964, quando o CPP funcionava em prédio alugado na rua Batista de Carvalho, ele foi atrás de terreno para a sede própria”, conta Sampaio. Aos poucos, com contribuição mensal de professoras da ativa e aposentados, o prédio foi sendo erguido. “Hoje temos uma prédio de uma quadra, numa região nobre”, frisa.

Além de assistência jurídica, médica e odontológica, o CPP de Bauru oferece a seus sócios lazer num conjunto de recreação semelhante a um clube. “Temos piscinas semi-olímpicas, que inclusive são usadas para campeonatos oficiais, quadras poliesportivas, academia, salão social. Fazemos festa junina, que é tradicional na cidade, e temos as colônias de férias para o lazer dos sócios”, lista Silva.

Mas Sampaio ressalta que para manter a estrutura atual, o CPP precisa de mais sócios. “Hoje temos cerca de 1.500 sócios de Bauru e região, entre ativos e inativos - na região são cerca de 3 mil professores. E precisamos repor aqueles que vão falecendo para manter a estrutura”, completa.

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