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Editorial


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Pesquisa da Associação Nacional de Proteção contra Incêndio (ANPI) revelou dados estarrecedores sobre a qualidade dos extintores de incêndio vendidos em postos de combustíveis, autopeças e oficinas mecânicas do País. O órgão está voltado em um amplo estudo nacional dos extintores com carga de pó BC, que atualmente estão sendo trocados pelos ABC, e os resultados obtidos, em verificação de teor de bicarbonato de sódio, foram de deixar qualquer um de boca aberta.

Amostras coletadas em empresas de São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro e Distrito Federal e verificadas em laboratório revelam um índice de reprovação de 77%. E, pior: o órgão informa que, à medida que as análises avançam, cresce o percentual de reprovação.

Infelizmente para nós paulistas, São Paulo lidera o ranking da fraude com 86,4%, seguido pelo Paraná, com 85,7%, Distrito Federal com 82,3% e Rio de Janeiro com 77,3%. Santa Catarina é o que apresenta menor percentual, 53,6%. Dentre os componentes do extintor, o pó químico tipo BC é o que apresenta maior índice de rejeição, seguido do indicador de pressão e elementos de vedação.

A ANPI promete tomar medidas judiciais, informativas e administrativas para proteger os consumidores da ação deletéria de empresas que comercializam extintores fora das especificações técnicas. Em breve, o AutoMercado & Cia também fará reportagem a respeito.

Marcelo Ferrazoli

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