Política

Tuga vai avaliar demolição de ponte

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 3 min

O prefeito Tuga Angerami (PDT) anunciou que a viabilidade e o futuro da obra da ponte Ayrton Senna, que deveria ligar o Distrito Industrial ao Núcleo Mary Dota, será definido em uma reunião técnica com engenheiros, especialistas e acadêmicos do setor marcada para o próximo dia 22. O chefe do Executivo quer saber se é viável concluir a obra ou demolir a estrutura atual e refazer a construção.

A necessidade de definir a viabilidade da obra, interditada desde meados de 2002, surgiu depois que o prefeito ouviu extra-oficialmente de representantes do segmento da construção civil que a ponte Ayrton Senna pode não suportar mais do que cinco ou sete anos se for mantido o projeto de recuperação contratado pelo governo anterior.

O atual chefe do Executivo prometeu, desde o período eleitoral de 2004, concluir a obra rapidamente mas argumenta que, logo após assumir, começou a receber informações que condenariam a estrutura da ponte. “Não vou ser irresponsável de colocar um tostão na obra se existem dúvidas. Vamos fazer uma avaliação técnica sobre as limitações da obra e discutir, em uma reunião técnica, qual a melhor medida a ser tomada”, cita.

Angerami conta que a administração decidiu convocar para a reunião todos os agentes políticos e prestadores de serviços que atuaram na obra desde sua origem. “Vamos convocar os que estiveram envolvidos com este projeto desde o início. As entidades que atuam no setor vão ser convidadas para esta reunião”, menciona.

O prefeito confirma que está com receio de investir na finalização do projeto de recuperação iniciado no governo anterior. “Estou discutindo o assunto com o Jurídico e a Secretaria de Obras. Estou com receio e não coloquei nenhum tostão até agora por cautela. Existem informações preliminares que colocam em dúvida a viabilidade da obra do jeito que está. Precisamos ter certeza da melhor solução”, cita.

Segundo o prefeito, uma das teses que foram levantadas é sobre a limitação da carga estabelecida em função do que já foi feito na construção. “Esta tese apontaria para uma redução no tempo de uso da ponte se a reforma atual fosse concluída. Não podemos ficar com essa dúvida. Outra tese que foi colocada é a de que é mais viável demolir a estrutura atual e recomeçar a obra a partir da base. Queremos definir isso”, acrescenta.

Tuga solicitou ao Legislativo que fosse transferida a visita programada para hoje no local, junto com vereadores, para a próxima terça-feira.

Ações judiciais

A discussão sobre os prejuízos causados pela interdição da ponte Ayrton Senna, em função de rachaduras apresentadas em sua estrutura logo após ter sido liberada para uso, já está no Judiciário.

O vereador Antonio Carlos Garmes (PSDB) é autor de ação popular em andamento na 1.ª Vara Cível do Fórum local que pede o ressarcimento dos valores já consumidos com a construção, da origem à atual fase de recuperação da estrutura. A medida é contra a prefeitura, o ex-prefeito Nilson Costa, a empreiteira responsável pela obra, Tofer Engenharia, o ex-secretário de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto e os ex-secretários de Obras, Edmilson Queiroz Dias e Antonio Carlos Duarte.

Os réus são chamados a ressarcir solidariamente o valor pago pela obra. A ação prevê situação idêntica para o caso de haver necessidade de demolição da ponte e nova construção.

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