Esportes

Liga é esperança para fortalecer clubes

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

O apoio da Liga Bauruense de Malha (LBM) é a grande aposta dos clubes da cidade para ganhar fôlego e atrair novos praticantes. Por sua vez, a LBM conta com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) para cumprir sua missão junto aos malhistas.

“Antes da fundação da liga, há três anos, a malha estava acabando. A liga, com recursos próprios, está tentando colocar o Redentor na ativa. Já pintamos o campo para ser mais um clube da malha. A liga não tem patrocínio e vive do que arrecada com os contribuintes. Cada clube paga uma mensalidade. Se a prefeitura der um empurrãozinho a mais, a gente coloca bastante atletas”, afirma Delfino Del Rey Júnior, presidente da LBM. Além do Redentor, o Padilhão está inativo em Bauru.

Segundo os praticantes, antes, não havia ajuda da Semel para os clubes. “Faltava apoio da prefeitura, que apoiava só um clube, que é o Princesa Izabel. Já houve clubes que foram jogar fora, chegaram no pedágio e tiveram que voltar, pois não tinham dinheiro para pagar. Quem não tinha renda, parou. Agora, com a liga, vai modificar tudo, porque a liga está apoiando os clubes. Vai voltar o Redentor, o Padilhão”, declara Oscar Ferreira Lopes, técnico do Arapongas.

“Faltava um pouco de incentivo. O Barbosa (Antônio Carlos, secretário de Esportes de Bauru), vai dar esse apoio para a gente. Com esse apoio, vamos tentar levantar o Redentor e o Padilhão”, planeja Delfino.

O empurrãozinho da Semel já começou a ser posto em prática, segundo o secretário de Esportes. “Estamos ajudando todos os clubes, porque não é justo investir em um clube só. Se você investe em um clube, como ficam os outros? ”, revela Barbosa.

O pensamento do secretário é compartilhado pelo presidente da LBM. “A gente quer o apoio para todos os clubes, não só para um clube. Nós temos o Arapongas, o Padilhão, o Redentor, o Princesa Izabel, o Gasparini. Todos têm que ter o apoio. A liga está aqui para unir todos”, salienta Delfino.

Segundo Barbosa, a contribuição ainda é tímida, mas deve crescer. “Num primeiro momento, procuramos ajudar no possível, pois não havia nem tempo para ser diferente. Estamos apoiando no sentido de oferecer material e ajuda de custo para viagem”, conta.

De qualquer forma, o apoio da Semel à LBM já é o bastante para deixar os clubes otimistas. “A tendência é a malha ir para frente. Antes nós não disputávamos um Regional, um Estadual, porque não tinha motivação. Agora, existe uma liga que tem força na Federação. A liga dá apoio para entrar na Federação, ajuda a comprar todos os acessórios que a gente precisa, viagens. E temos mais acesso na Semel”, afirma Ivanildo Cardoso da Silva, o Gasparini, vice-presidente da LBM e presidente do Clube de Malha Gasparini.

Gasparini é um dos mais empolgados com a nova realidade da malha em Bauru. “A tendência é crescer. Este ano ficou o Padilhão e o Redentor de fora por falta de verba. A partir do ano que vem, os dois vão entrar, porque a liga vai apoiar”, garante.

O próximo passo, segundo Barbosa, pode ser a LBM assumir a seleção bauruense de malha, hoje sob a responsabilidade da Semel e coordenada por Antenor Custódio Alves, presidente do Clube União Independente Princesa Izabel (Cuipi). “Se você tem uma liga, é uma coisa lógica deixar com eles, que conhecem melhor os jogadores do que nós da Semel, a incumbência de formar a seleção de Bauru. Já fizemos isso com o futsal, por exemplo”, considera.

Porém, a mudança não será imediata. “No momento, continuamos com o Custódio à frente da seleção de Bauru. Para o próximo ano, vamos sentar e conversar. A tendência é que a seleção seja formada pela liga”, diz Barbosa.

Custódio, coordenador da seleção de Bauru há 12 anos, argumenta que nas gestões anteriores não havia privilégios ao Cuipi, mas sim uma prioridade da seleção bauruense em relação aos clubes. “Cada administração tem um sistema. Cada um tem sua maneira de trabalhar. A verba (em outras gestões) era para a seleção de Bauru, para formar a equipe dos Jogos Regionais e Abertos. Não existia verba para distribuir, existia verba para a seleção e o clube (Cuipi) que representava a cidade. Era uma verba para preparar os representantes de Bauru”, explica.

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