Com uma habilidade e um toque de classe para jogar futebol, Luís Carlos, 23 anos, gaúcho de São Leopoldo, veio para o Noroeste em junho, de 2003, com mais sete jogadores emprestados pelo Internacional, e deu mostras que sua estrela brilharia, já que somente ele foi aprovado nos testes, permanecendo no clube bauruense. Assim como os demais companheiros - Maurício, Gileno, Alan, Otacílio, Vina e Ti -, Luís Carlos participou dos dois acessos do Norusca e destaca, na sua visão, as dificuldades e alegrias nessa longa, mas vitoriosa caminhada.
“Eu nunca tinha atuado no futebol paulista, onde os jogos são muito mais ‘brigados’. Outros fatos que me marcaram bastante na Série A3 foram as rivalidades, entre elas, contra o XV de Jaú, onde os torcedores de Bauru exigiam a vitória e os jauenses pressionavam e xingavam a nós jogadoresâ€, revela o meia, que busca em Kaká e Ronaldinho Gaúcho, a inspiração para crescer na carreira e, quem sabe um dia, atuar num clube grande do Brasil.
“Eu observo a maneira de jogar do Ronaldinho Gaúcho e do Kaká para aprender com eles. O Gaúcho pela habilidade e os dribles. Já o Kaká pela tranqüilidade e categoria no estilo de atuar. O Kaká chegou ao Milan e não sentiu a pressão. Ele joga como se estivesse no campo da rua deleâ€, analisa Luís Carlos.
Outro fato marcante para esse gaúcho, que assim como seus companheiros também agradece o carinho dos bauruenses dispensado à sua esposa e à filha, foi a recepção após o acesso da A3, onde os torcedores foram receber o ônibus com a delegação, que retornava de Piracicaba, no trevo que dá acesso às Nações Unidas.
“Você voltar e olhar aquela multidão te esperando é muito emocionante. Podem ter certeza que ficará gravado na minha memória pelo resto da vida“, conta.
Sobre o futuro, o meia, que tem contrato com o clube até dezembro de 2006, já vive a expectativa de disputar a Primeira Divisão e permanecer na cidade que o acolheu tão bem.
“Bauru é uma cidade grande, mas com aquele ar de Interior, com uma qualidade de vida excelente e lugares onde você pode levar a família para passearâ€, conclui o meia.