Economia & Negócios

Tumulto marca paralisação de alunos e funcionários da Unesp

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

A paralisação de um dia ontem, promovida por funcionários e alunos no câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, foi tumultuada. Os professores não aderiram à greve e a entrada deles e de parte dos universitários foi barrada pelos manifestantes. A reunião realizada ontem, entre representantes do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e do Fórum das Seis (entidade que congrega os sindicatos de docentes e funcionários da Unesp, USP e Unicamp), não avançou nos termos de reajustes salariais já propostos à categoria no mês passado. O Fórum ainda tentou um reajuste de 13%, mas o Cruesp manteve 7,8%, parcelados em duas vezes.

Conforme o diretor do Sindicato dos Servidores da Unesp (Sintunesp) em Bauru, Reinaldo Cervatti Dutra, os vencimentos deste mês já vieram com 5% de reajuste e, a partir de outubro, os salários serão acrescidos de 2,8%. Ele acrescenta que o Cruesp encerrou ontem as negociações salariais. Segundo ele, participaram da paralisação de ontem alunos e funcionários dos câmpus de Bauru e Marília e alunos de Assis.

O diretor do Sintunesp acrescenta que hoje os funcionários retomam as atividades interrompidas ontem. Está marcada uma assembléia hoje, às 14h, na qual serão discutidos detalhes da negociação ocorrida em São Paulo e os próximos passos para a mobilização da categoria. Os funcionários poderão fazer um ato de desagravo na Assembléia Legislativa amanhã.

Confusão

A paralisação no câmpus de Bauru causou mal-estar entre professores e parte dos alunos que não aderiram ao dia de protesto e os demais estudantes, integrantes do Sintunesp e funcionários.

Os professores não haviam aprovado a paralisação e chegaram pela manhã normalmente. Algumas pessoas conseguiram entrar com seus carros na universidade. Porém, por volta das 7h30, os portões foram fechados. Houve um princípio de tumulto e bate-boca na portaria principal. Uma longa fila de carros se formou. De um lado, professores querendo entrar junto com alunos que vieram para aula. De outro, os manifestantes impedindo o acesso. Muita gente estacionou os veículos fora do câmpus e entrou na universidade a pé. Alguns estudantes pularam as cercas de arame. Outros insistiram até que um dos portões foi aberto, permitindo a entrada das pessoas apenas a pé. Grandes vasos de plantas ornamentais também impediam o acesso aos departamentos de ensino. As portas das salas de aula foram obstruídas com cadeiras, mas parte dos professores chegou a dar aula.

Segundo representante do Diretório Acadêmico Di Cavalcanti, da Faac, Alexis Gois, os estudantes não vão desistir das reivindicações de moradia estudantil, restaurante universitário, contratação de professores, bolsas de estudantes, entre outras.

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