• Sintomático
Uma das boas reuniões da semana que terminou foi a que reuniu numa mesma mesa representantes das principais entidades do setor produtivo de Bauru. Foi no Secovi, por iniciativa do arquiteto Riad Elia Said, para discussão e reforço à vinda do Poupatempo a Bauru. Sobre isso, há um manifesto das entidades na página 4 da edição de hoje.
• Diagnósticos
Mais do que a oportuna demonstração ao governo do Estado de que os representantes de importantes setores da cidade estão unidos e apoiando os investimentos do governo aqui foi o fato de que a reunião derivou para um debate amplo sobre a retomada do desenvolvimento a partir de diagnósticos da crise que se abate sobre Bauru há pelo menos 15 anos.
• Muito trabalho
Os presentes naquele encontro saíram com uma certeza: é preciso união, trabalho e desprendimento de todos para que Bauru entre de fato num ritmo de soluções que levem a um futuro de desenvolvimento sustentado pela qualidade de vida. Sociedade e poder público sintonizados com o bem comum podem obter enormes avanços sociais e econômicos.
• Inadimplência
Na reunião, o empresário Cássio Carvalho, presidente da Acib, fez uma observação que sintetiza com muita clareza uma das aspirações da população quanto ao governo Tuga: “É preciso tirar a cidade da condição de inadimplente para a situação de ‘apenas’ devedora.” Bauru hoje não tem crédito porque está nos “spcs” e “serasas” públicos.
• Manifestação
Nos últimos dias, um dos fatos que chamaram a atenção foi o protesto de professores e alunos da escola Rodrigues de Abreu contra uma possível transferência de suas atividades letivas para o colégio Ernesto Monte, duas quadras acima, para que a cidade ganhe uma escola técnica com vários cursos profissionalizantes.
• Interesse maior
Com todo o direito que alunos e professores da escola têm em manifestar sua posição, é preciso que eles discutam mais a fundo o assunto. Bauru só tem hoje o concorridíssimo colégio técnico da Unesp com cursos técnicos, na área pública. Se o Estado está garantindo o emprego dos professores e vagas para os alunos do Rodrigues de Abreu, qual o problema em mudar de endereço para muito perto para que recebamos uma escola do nível da Paula Souza? Os interesses majoritários da cidade devem falar mais alto. É assim que funciona uma democracia.
• Seu fosso
O professor de ciência política da Unesp de Araraquara, Milton Lahuerta, faz na pág. 10 uma avaliação pontual da crise política enfrentada pelo país e, sobretudo, o PT, neste momento. Para ele, o partido de Lula enfrenta seu próprio fosso, ao não saber lidar, no poder, com o que sempre combateu para se formar como partido: a corrupção.
• Moralismo
Na avaliação do professor, a crise não é e não pode ser considerada institucional a ponto de colocar em risco a democracia. As feridas que o PT terá que deixar cicatrizar, ao ter dificuldade de lidar com o ‘toma-lá-dá-cá histórico e secular no Brasil, são o remédio para o erro de conceber sua história baseada, por muitos anos, na lógica moralista.