A Secretaria do Bem-Estar Social (Sebes) anunciou a celebração de diversos convênios com instituições de ensino e entidades para garantir que as pessoas que façam seus cursos de capacitação consigam, efetivamente, gerar com renda com a atividade.
Segundo a titular da Sebes, Egli Muniz, era comum as pessoas assistidas fazerem quatro ou cinco cursos, mas não conseguir transformar esta qualificação em atividades capazes de gerar renda. “Queremos qualificar o serviço para que ele possa apresentar resultados”, justifica.
Por isso, entre as diretrizes que integram o Plano Municipal de Assistência Social está a promoção de cursos de desenvolvimento pessoal e gestão de negócios juntamente com os de capacitação técnica.
Para isso, foram firmados convênios com todas as faculdades que mantenham cursos de administração em Bauru e também com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para a promoção de cursos de gestão destinados a quem esteja se qualificando.
A iniciativa se encaixa perfeitamente para a dona de casa Ângela Maria da Silva, 26 anos, atualmente freqüentando um curso de biscuit no complexo localizado ao lado do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do Jardim Ferraz.
Mãe de cinco filhos e com o marido desempregado, Ângela mantém a casa com os benefícios recebidos através do Bolsa-Família e Renda Cidadã, num total de R$ 155,00 mensais. Ela mal consegue lembrar todos os cursos que já fez, mas diz que com nenhum deles conseguiu ganhar dinheiro. “Nunca sei como colocar o preço (nos trabalhos manuais) e ainda acabava levando prejuízo. Acho que falta orientação”, sugere.