Uberlândia - O Telemar é o campeão do 16º Campeonato Nacional de Basquete Masculino (CNBM 2005).Ontem à tarde, pela quarta partida do playoff final (melhor de cinco), a equipe carioca ganhou do Unitri/Uberlândia (MG) por 106 a 92 (57 a 46 no primeiro tempo), em Uberlândia, e conquistou o título inédito.
Os cestinhas foram Marcelinho, do Telemar, e Helinho, do Uberlândia, com 32 e 25 pontos, respectivamente. Nas 40 partidas que disputou, o clube do Rio obteve 35 vitórias (21 partidas invictas com o mando de quadra) e perdeu apenas cinco jogos.
O ala/armador Marcelinho foi o MVP do Nacional 2005, o cestinha e o jogador mais eficiente com as médias de 28.1 (1.124 no total) e 26.8pts. O ala/armador Demétrius, do Telemar, ganhou seu título quinto brasileiro e se igualou ao armador Helinho, do Uberlândia.
“Nós merecemos esse título. O time mostrou que tinha condições de ganhar durante todo o Campeonato. A equipe inteira está de parabéns. Enfrentamos um adversário forte e agora é só comemorar. Você corre atrás do título brasileiro durante toda a sua carreira. Muitos jogadores não conseguem esse feito e eu consegui pela primeira vez. Estou muito felizâ€, disse o principal nome do campeonato, Marcelinho, ala/armador do Telemar.
“O grupo esteve unido desde o início da competição e nós merecemos essa conquista. Dedico esse título a toda a minha família, que sempre me apoiou, aos jogadores e comissão técnica do Telemarâ€, dedicou o pivô Aylton.
“Esse título é resultado do trabalho que fizemos desde o início. Acreditamos que nós chegaríamos e conseguimos. Acho que o Telemar fez a melhor campanha da história do Nacional. O grupo todo está de parabéns, tanto os jogadores como a comissão técnica. Agradeço aos meus familiares, que sempre me apoiaram, aos meu amigos, que acreditaram em mim, e ao Oscar, que me trouxe para dirigir essa excelente equipeâ€, analisou o técnico do time carioca, Miguel Ângelo da Luz.
“Eu dedico esse título a toda a minha família. Eu pensei que ia encerrar a minha carreira sem o título do Campeonato Nacional, mas finalmente consegui ser campeão. Já posso parar de jogarâ€, gritava o armador Ratto, da equipe carioca.
Já que Oscar choraria com o título, ninguém duvidava. Durante toda a sua carreira ele nunca deixou de externar suas emoções. Mas a cena de Demétrius chorando enquanto carregava o Telemar ao ataque no último minuto do jogo impressionou.
O técnico Miguel Ângelo da Luz também engasgava de emoção ao dar entrevista no final da partida. Mas logo seus atletas trataram de esfriar sua cabeça, despejando um balde dágua nele.