Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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TRICOLOR BELEZA

Com classe e garra o São Paulo chegou à sua quinta final da Libertadores, onze anos depois. Em 2004 foi desclassificado na mesma fase (semifinais) pelo colombiano Once Caldas. Na vitória de quarta-feira, por 3 a 2, os brasileiros não deram chances ao River Plate. A tensão, por causa do tumulto antes do jogo, não deve ter atingido os são-paulinos, mas sim os donos da casa. Os argentinos demostravam nervosismo e ansiedade para abrir o placar. Isso se refletiu em poucas jogadas de perigo ao gol de Rogério Ceni e boas investidas do selecionado tricolor. Tanto foi assim que o time do Morumbi não demorou para inaugurar o marcador. Com o gol, o River passou a precisar marcar quatro gols. Atrapalhou-se ainda mais. Os brasileiros dominavam, tocando a bola e perdendo novas chances de marcar. Começaram, então, a aparecer alguns lances de efeito, assim como desperdícios de jogadas por preciosismo. O Tricolor recuou um pouco, sofreu o empate, mas não se abalou. Voltou mais determinado ainda para o segundo tempo, quando chegou a abrir uma vantagem de 3 a 1. O River diminuiu, mas já estava jogando a toalha.

SHOW DE BOLA

Na conquista do bicampeonato da Copa das Confederações, a Seleção Brasileira fez sua melhor apresentação na competição, dando um show de bola na goleada de 4 a 1 sobre a Argentina. Vale lembrar que o Brasil havia conquistado a Copa das Confederações em 1997, na Arábia Saudita, após uma goleada por 6 a 0 sobre a Austrália, quando Zagallo era o técnico. A vitória na Alemanha, foi a terceira do Brasil sobre a Argentina em gramados europeus - havia vencido os hermanos na Copa de 1974 (2 a 1) e 1982 (3 a 1). Ano passado, nossa Seleção B ganhou a Copa América em cima dos portenhos. Na final de quarta-feira, o Brasil dominou inteiramente o primeiro tempo. Marcou dois gols e conseguiu impor seu jogo qualificado e toque de bola. No segundo tempo - quando marcou mais dois gols - continuou dominando e marcando com eficiência, enquanto os argentinos seguiram batendo. Ao contrário de outras partidas, a defesa correspondeu. Ganhar é bom demais, principalmente da Argentina.

BYE BYE

Robinho já fala em tom de despedida do Santos, dizendo que chegou o momento de atuar no futebol europeu. O atacante vê no Real Madrid vários aspectos positivos para uma transferência, e alguns deles devem ser segurança da família e muita grana, é claro.

QUE DUREZA HEIM!

Edinho seria transferido para um presídio de segurança máxima, e até concordo que trata-se do único lugar no qual ele não correria risco de morte. É que o PCC jurou o filho de Pelé de morte por ser amigo de Naldinho, que não é bem quisto pela facção criminosa. O ex-goleiro do Santos - que errou, está arrependido e vai pagar pelo que fez - ficaria sujeito ao RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), no qual o preso fica 23h trancado na cela, podendo ter apenas 1h de banho de sol, separado dos outros detentos e não pode receber visita. Sou completamente analfabeto na matéria, meu negócio é jornalismo esportivo, mas mandá-lo para um lugar onde está Fernandinho Beira-mar (Presidente Bernardes), por exemplo, é uma dureza daquelas.

SUSPEIÇÃO

E-mail da leitora Gislaine: “O Lica, goleiro do Beija-Flor, está de parabéns, ele joga muito. Nunca vi um goleiro novo como ele defender tão bem assim”. Falou e disse. Detalhe: Gislaine é esposa do Lica. Um forte abraço aos dois - boas defesas e muito amor.

MEMÓRIA

Campeonato da Série A2 de 1999: São Caetano 3 x 1 Noroeste no ABC, gols de Sílvio, Gilmar e Nelsinho. Deivson (atualmente defendendo o Redentor no nosso Amadorzão) fez o de honra do Norusca. Árbitro: Sérgio Correia da Silva. Público pagante: 3.827. São Caetano: Sílvio Luís; Nelsinho, Dininho e Daniel; Vandir, China, Gilmar (Bigu), Leto e Magrão; Sílvio (Assis) e Zinho (Táxi). Técnico: Luís Carlos Martins. Noroeste: Marcos; Garrinchinha, Douglas, Nei (Rodrigo Faveron) e Esquerdinha (Marquinhos); Alemão, Cléber, Cláudio e Rodrigo (Deivson); Petróleo e Tequila. Técnico: Baroninho.

PANE ARGENTINA CONTAGIA JORNAL

Acostumado a provocar o Brasil, o diário “Olé” preferiu não se “manifestar” após a surra que os hermanos levaram. Em sua edição de ontem, o jornal publicou na capa apenas um texto que dizia: “Erro: 30-06-2005. Por razões técnicas não se pôde imprimir esta capa. Desculpem, até amanhã”. Desta forma, o jornal protestou de forma bem humorada contra a falta de boas notícias para dar aos argentinos.

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