Bairros

Bauru firma parceria com Esalq para melhorar a arborização

Da Redação
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A partir de câmaras de vídeo digitais a Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Bauru (Semma) quer melhorar a arborização e estudar todo o setor ambiental da cidade. Conhecido como videografia digital, o projeto já foi implantado em Piracicaba pela Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), em 2004. Considerada pioneira no uso da tecnologia no País, a Semma fará parceria com a escola para fazer o mapeamento das árvores no perímetro urbano de Bauru..

O projeto consiste em filmar a cidade para conhecer a distribuição de árvores para, assim, desenvolver programas e prevenir problemas ambientais. “Queremos adequar o sistema de arborização da cidade, fazer o plantio onde não existem árvores para garantir a melhor qualidade de vida da população”, explica o titular da Semma, Carlos Barbieri. Segundo ele, a arborização correta contribui para o controle térmico da cidade e para a diminuição dos estragos de inundações, já que áreas verdes ajudam a absorver parte da água da chuva.

Os trabalhos deverão começar ainda neste ano, assim que o contrato com a Esalq for assinado. “Vai acontecer (o projeto)”, garante. Após a assinatura, terá início a fase piloto no distrito de Tibiriçá e, em 2007, será realizado em Bauru. “Tibiriçá tem características parecidas com as de Bauru e a área é bem menor. (A partir destes resultados) conseguiremos prever melhor o que será necessário em Bauru”, explica.

Para um dos coordenadores do projeto em Piracicaba, o professor da Esalq, Demóstenes Ferreira da Silva Filho, as câmaras servem para mostrar além das árvores. “(A partir das imagens) se pode conhecer os focos de doença, problemas no trânsito, enfim, pode analisar outras informações. Com isso, a administração pode direcionar seus recursos e priorizar necessidades”, explicou Silva Filho em palestra sobre o assunto realizada ontem à tarde.

No caso de Bauru, Barbieri acrescenta que a videografia possibilitaria a eliminação dos focos de lixo, de decomposição de entulho e o estudo de medidas corretivas de erosões.

Plano Diretor

Ao lado dos benefícios da videografia, Semma e Esalq lembraram a necessidade de adaptação da cidade à legislação ambiental, para garantir, por exemplo, que a área urbana tenha cobertura mínima de 20% de árvores.

“Temos que dar outro enfoque à questão da arborização, o de que a arborização é prioridade. Mesmo que não seja de imediato, mas para futuros empreendimentos poderíamos exigir, a partir do Plano Diretor, que os novos empreendimentos tenham a fiação encapada (e assim evitar a poda das árvores)”, afirma a arquiteta da Secretaria Municipal do Planejamento (Seplan) e coordenadora do Plano Diretor, Maria Helena Rigitano, que participou da palestra.

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