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"Só tomo mais cuidado na hora das ultrapassagens em estradas" (Comerciante bauruense Antônio Fausto Samadello)

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 4 min

Como regra geral, Camerini ressalta que os donos de carros 1.0 não devem ter “preguiça” de cambiar, principalmente, em subidas e ultrapassagens, situações em que os motores são mais exigidos e as diferenças para automóveis mais potentes acentuam-se. “Trocar rápido demais as marchas, como estar em quarta a 2 mil giros, é tão prejudicial ao consumo e ao câmbio quanto deixar de cambiar no momento certo. São vícios de direção fáceis de serem descobertos, pois o motor refuga e fica xoxo”, ensina.

O engenheiro complementa que o motor precisa trabalhar com a força e não sendo forçado. “Nem sempre estar em uma marcha maior significa economia de combustível. Assim, é preferível estar em terceira marcha a 3 mil giros em uma subida ou ultrapassagem do que em quarta a 2 mil. Isso não significa que o carro elevará o consumo, pois ele estará na faixa adequada de torque do motor e, ainda, poupará a transmissão”, esclarece.

Além do bom uso do câmbio, Camerini sustenta que os motoristas precisam entender as propostas e objetivos para que foram desenvolvidos os modelos 1.0. “Via de regra, eles têm vocação urbana e não são feitos para levar muita carga. Tem gente que lota um carro “mil” de passageiros e bagagens e quer que ele tenha o mesmo desempenho como se estivesse vazio e com apenas uma pessoa dirigindo. Não é por aí”, critica o engenheiro.

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Adaptação

Não é raro encontrar pessoas que trocaram carros mais potentes pelos 1.0. É o caso do corretor bauruense Rober Queiroz, que já teve vários automóveis de motorizações maiores mas hoje é fã de um Gol City “mil”. Ele conta que não demorou a adaptar-se ao veículo, nem mesmo na estrada, onde já efetuou duas viagens longas. “De início estranhei um pouco a diferença, mas foi só nas primeiras semanas. Agora já peguei o jeitão dele e nem lembro mais que estou guiando um 1.0”, salienta.

Por isso, passado o período de conhecimento do carro, ele ressalta que está satisfeito com seu desempenho. “É um veículo mais dócil e muito mais econômico que os outros. Ele responde bem às minhas necessidades, principalmente a de poupar combustível. Rodo bastante com ele na cidade e, como não abuso das arrancadas e da velocidade, ele faz uma média boa de consumo”, frisa Queiroz.

Outro que também não sofreu para adaptar-se à menor potência dos 1.0 foi o comerciante bauruense Antônio Fausto Samadello. Ele sempre utilizou carros mais potentes e atualmente ainda é dono de um modelo de cilindrada maior, mas este é usado prioritariamente pela esposa. Para o dia-a-dia, Samadello prefere um Gol City, um verdadeiro “faz-tudo” em suas mãos. “Comecei a comprar automóveis mil a dois anos. Desde então, não desgrudo mais deles, pois são econômicos em consumo e manutenção, não chamam tanto a atenção no trânsito e são valorizados na hora da revenda”, destaca.

O comerciante conta que, ao volante do “Golzinho”, toma cuidados extras em estradas na hora das ultrapassagens em pistas simples. “De resto, especialmente na cidade, as diferenças são mínimas e não tive problemas nessa fase de transição”, sustenta.

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Você sabia que...

• Apesar de já ter sido maior - chegou a mais de 70% -, a participação de modelos populares no mercado nacional em junho foi de 46,7%, 10,1 pontos porcentuais a menos do que no mesmo mês de 2004?

• Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), no total, foram emplacados em junho 54.908 modelos populares, queda de 8,3% na comparação com o mesmo mês de 2004, quando foram registradas vendas de 59.462 veículos com motor 1.0?

• Os modelos bicombustíveis alcançaram participação de 51,9% nas vendas internas em junho, conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea)? O número representa alta de 2,4 pontos porcentuais em relação a maio, quando os veículos do segmento obtiveram a liderança do mercado

• No total, foram emplacados 71.270 modelos bicombustíveis em junho, alta de 160% na comparação com o mesmo mês de 2004, que registrou vendas de 27.388 unidades do segmento?

• Em junho, os modelos a gasolina ficaram com 41% de participação, com 56.313 unidades comercializadas? Com isso, os carros a gasolina perderam 2,4 pontos porcentuais de participação em relação a maio último e 28,8 na comparação com junho de 2004. Os modelos a álcool fecharam junho com 2,7% do mercado, enquanto os a diesel obtiveram 4,4%

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