Nos dias 25 e 26 de junho, Bauru teve o mesmo privilégio de países como a Alemanha, França, Áustria, Itália, Liechnstein, República Tcheca, Suíça, Holanda, Inglaterra, Escócia e o País de Gales, e também de pessoas ilustres como o Papa e o presidente dos Estados Unidos em ouvir o aclamado coral de Mona Shores High School.
Nas duas apresentações o público bauruense se encantou com a apresentação impecável e por sua vez muito impressionou não só o Maestro Shawn Lawton, mas bem como todos os músicos e os 20 adultos que os acompanhou. O público bauruense estava em sintonia completa com os músicos, interagindo de tal maneira que causou uma sinergia tão positiva que os jovens cantores, pianistas e maestro se sentiram parte de um todo onde a música foi o elo principal e autoridade absoluta.
O programa impresso não foi seguido, mas aquele apresentado foi muito apreciado e ofereceu algumas surpresas muito agradáveis ao público presente, tais como a canção “É você”, cantada em português com um certo sotaque “yankee”, mas com um gingado e ritmo bem caracteristicamente brasileiro.
O ponto alto da apresentação do domingo foi quando, respondendo a um pedido especial, o coral retornou ao palco e cantou o Hallelujah, do Oratório Messias de Handel. A platéia em reverência ficou em pé durante a execução, como aconteceu em todo o mundo desde a primeira apresentação quando o rei da Inglaterra em reverência a tão sublime música assumiu esse gesto.
Durante a apresentação do Hallelujah, a emoção tomou conta do auditório e dos cantores, todas as cantoras da primeira fila vertiam lágrimas de emoção e após o término da música não conseguiram conter a emoção e choraram. O maestro Shawn ficou tão comovido pelo entusiasmo da platéia que voluntariamente apresentou mais uma trecho do Oratório Messias, “The Glory of the Lord” e mais tarde comentou que Bauru, sem a menor sombra de dúvida, foi artisticamente o ponto alto da turnê pelo Brasil.
Para esta maravilhosa apresentação, tivemos o apoio imprescindível da Tilibra, que demonstrou tanta grandeza e acolhimento de seu novo diretor presidente, sr. Joe Forgiano, como sempre aconteceu sob a direção da família Coube no passado. O Jornal da Cidade e a Rádio 96 e o Expresso de Prata não mediram esforços para tornar esse evento num grande sucesso e como nas vezes anteriores o sr. Amaral, gerente de marketing/comercial do Jornal da Cidade, demonstrou ser um aliado e colaborador valiosíssimo, a quem sempre serei muito grato.
A Secretaria de Cultura de Bauru, sob a liderança do sr. secretário da Cultura, sr. José Augusto Ribeiro Vinagre e do sr. Sivaldo Camargo, demonstrou ser um órgão dinâmico, receptivo e altamente comprometido com a divulgação e enriquecimento cultural de Bauru e região.
Sem dúvida nenhuma, o merecimento maior para esse grande sucesso deve-se às famílias bauruenses que acolheram esses jovens músicos em seus lares como se fossem seus próprios filhos. Quando eu morava em Carmel, na Califórnia, eu e muitas outras famílias também acolhíamos os músicos do Bach Festival em nossas residências e foi com enorme orgulho e satisfação que pude testemunhar também aqui no Brasil esse grande ato de desprendimento e civismo de nossas queridas famílias. Não posso deixar de oferecer meus profundos agradecimentos à sra. Lucila Molan, mãe da talentosa pianista Sílvia Molan, que ao ver a minha aflição em preparar e constantemente refazer as listas de famílias anfitriãs veio ao meu auxílio e me ajudou a conseguir mais famílias anfitriãs e a preparar a lista final.
Peço que Deus abençoe e encoraje todos que participaram neste grande acontecimento cultural e espero contar com a colaboração de todos outra vez em 2006 quando traremos uma grande orquestra sinfônica, e outros grupos internacionais à nossa cidade afim de que possamos transformar Bauru num centro internacional de música erudita universal.
Benedito S. Guedes de Azevedo