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Direção da associação nega falha de gestão e alega falta de verba

Ieda Rodrigues e Rose Araujo
| Tempo de leitura: 2 min

Presidente da Associação Hospitalar de Bauru (AHB) pelo terceiro mandato, Joseph Saab, nega mau gerenciamento dos hospitais da entidade e alega que falta verba. Ele afirma que a AHB vive crise financeira, assim como estariam todos os hospitais filantrópicos do Estado de São Paulo.

Saab sustenta que o valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) pelos procedimentos realizados pela AHB não cobrem os gastos. “O dinheiro que entra não dá para fazer tudo o que precisa ser feito”, garante.

Questionado sobre como outros hospitais, como o Estadual, estão mantendo seus serviços, Saab ressalta que o sistema de pagamento é diferenciado. “Os hospitais estaduais recebem por mês, têm uma verba fixa, e nós recebemos por produção”, frisa. De acordo com ele, a AHB atende, em média, 1 mil pessoas por dia, realiza cerca de 1.200 cirurgias por mês e trabalha com déficit mensal de R$ 300 mil.

Quando perguntado sobre a ajuda financeira extra concedida pela Secretaria de Estado da Saúde, como a verba de mais de R$ 2 milhões anunciada no final do mês passado, ele contou que, até ontem, apenas R$ 720 mil foram repassados à entidade. “Dos R$ 2 milhões, R$ 1 milhão é para comprar tomógrafo, mas ainda não chegou. Também não chegou os R$ 400 mil que o governo dá a todos os hospitais filantrópicos anualmente. Só chegaram R$ 720 mil”.

O presidente da AHB nega que o mamógrafo do Instituto de Mama esteja quebrado há cerca de 40 dias. “Quebrou na segunda-feira e o outro já estava quebrado. Mas a nossa cota do mês, que é de 300 mamografias, já estourou. E se fizermos (exames) além da cota, não recebemos do SUS. No mês passado, a AHB tomou prejuízo de 90 mil porque fez exames além da cota”, defende-se.

Com relação às falhas de atendimento na hemodiálise, Saab levanta a suspeita de que algo errado aconteceu de sábado para cá. “Essa situação é muito estranha: sábado todas as máquinas estavam funcionando e, de repente, aparecem quatro quebradas de uma só vez. Estamos averiguando o que aconteceu”, comenta.

Ele alega que o problema com insumos não é constante e que ocorreu anteontem por problemas de logística. “O caminhão que estava trazendo a solução do Rio de Janeiro apresentou problemas e atrasou a entrega. Mas tomamos as devidas providências, emprestando o produto de outros hospitais”, diz.

Mas o presidente da AHB promete providências para normalizar o atendimento no setor de hemodiálise e retomar os exames de mamografia. “Já iniciamos as providências, mas máquina é como carro: de repente enguiça”, compara.

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