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Circo do Beto Carrero faz espetáculos sem animais

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Os números com animais adestrados deram lugar a apresentações de malabaristas, equilibristas, acrobatas, mágicos e palhaços no circo do Beto Carrero, que estreou anteontem à noite em Bauru. Quem já assistiu, não sentiu falta do leopardo e elefante adestrados, entre outros bichos que faziam parte do espetáculo da temporada do ano passado na cidade. “Amei os palhaços e os malabaristas. Dá até um friozinho na barriga vê-los naquela altura”, comenta a comerciante Juracy Evangelista, 47 anos, que foi à estréia do circo e não gosta de ver animais no picadeiro.

Apesar da atual legislação de Bauru fazer uma série de restrições à participação de animais em espetáculos, Jhonny Barnum, gerente de marketing do circo do Beto Carrero, afirma que este não foi o motivo da mudança.

“Mudamos o espetáculo porque queremos apresentar algo novo para o público. Bauru, por exemplo, já estamos no terceiro ano consecutivo e precisamos mostrar algo novo. E estamos com um espetáculo de nível internacional, com artistas de vários países. Só para você ter uma idéia, o globo da morte, que na apresentação em Bauru em abril do ano passado era de 5,5 metros de diâmetro com dois globistas, agora tem 4,5 metros de diâmetro e quadro globistas”, relata.

Mas Barnum comenta que sem os animais adestrados fica mais fácil obter alvará para funcionamento do circo. Em Bauru, segundo ele, apesar da série de exigências, a estréia começou com toda documentação em ordem. Ele ressalta que as novas atrações suprem a ausência dos bichos, que agora estão restrito a um cavalo na abertura do espetáculo.

“Temos um número de um equilibrista, que dá a volta na arena sobre oito cilindros, que é inédito. É o equilibrista que participou do programa Gente que Brilha, do SBT. Outra atração nova é um número de tango. Sete ou oito casais argentinos começam dançando tango no palco. Na evolução do espetáculo, a dançarina sobe no trapézio e pega o parceiro pelas mãos. O casal sobe a uma altura de cerca de 15 metros, onde faz evoluções sem proteção alguma”, explica.

Outra atração do circo é a acrobata indiana Ornela, que faz evoluções no ar usando apenas dois tecidos semelhantes a coloridos lençóis de 18 metros cada um. Mas para as crianças, a atração principal continua sendo os palhaços. Carlos Alberto Sturn Vieira, 9 anos, que também foi à estréia do circo, conta que adorou o casal Pilin e Pelina nas suas acrobacias. “É muito legal, engraçado. Não é uma coisa bobinha. A gente dá risada mesmo”, diz ele.

O gerente de marketing do circo confirma a preferência da garotada pelos espetáculos dos palhaços. “Gosto de dizer que enquanto houver uma criança, o circo existirá pois o circo é uma eterna criança”, comenta. Segundo ele, os palhaços, assim como os demais artistas, têm procurado apresentar números novos.

O empresário Sérgio Murad, o Beto Carrero, com seu famoso cavalo Faísca, desta vez não acompanhou o grupo na estréia em Bauru. Mas Barnum espera que ele, que está nos Estados Unidos gravando cenas para seu programa de TV que vai ao ar pelo SBT, aos domingos à tarde, ainda chegue para o final da temporada.

O espetáculo circense, denominado “O Mundo Mágico de Beto Carrero”, tem duas horas de duração ininterruptas, com uma trupe de quase 100 pessoas entre artistas e funcionários. Há artistas argentinos, chilenos, americanos, colombianos, equatorianos e brasileiros.

A lona, em forma de castelo, está instalada na Nações Unidas, próximo à rodoviária, e tem capacidade para 2 mil pessoas. “É uma lona antichamas, com total segurança e conforto porque o público fica acomodado em cadeiras. Não há mais arquibancadas”, frisa. Encerrada a temporada em Bauru, o circo segue para Araçatuba.

• Serviço

“O Mundo Mágico de Beto Carrero”, instalado na esquina da avenida Nações Unidas com a rua Marcondes Salgado, fica em Bauru até o dia 22. De segunda a sexta-feira, os espetáculos são às 20h30; aos sábados, domingos e feriados, às 15h, 18h e 20h30. Adultos pagam R$ 15,00; crianças de 3 a 12 anos, R$ 10,00 e estudantes e aposentados com carteirinha pagam R$ 7,00.

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