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Visibilidade máxima

Marcelo Ferrazoli
| Tempo de leitura: 2 min

As palhetas dos limpadores de pára-brisa são aquele tipo de equipamento que muitos só se lembram dele quando precisam utilizá-las. Um “descaso” desmerecido. Isso porque elas, além de garantir a higiene dos vidros de um carro, são componentes essenciais para preservar a segurança ao rodar.

A preocupação é relevante porque as alternâncias climáticas, a ação do sol, do vento e de substâncias nocivas no meio ambiente, como o pó e a poluição, colaboram para ressecar as lâminas de borracha das palhetas e diminuir sua capacidade de limpeza, criando dois grandes riscos para quem dirige: a perda ou deficiência de visibilidade ao volante.

Para não entrar nessa “roubada”, é essencial efetuar a manutenção preventiva e tomar cuidados básicos com as palhetas não apenas em dias chuvosos. Segundo Lourival Ortiz de Camargo, instrutor automotivo da unidade bauruense do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), elas devem ser substituídas, pelo menos, uma vez por ano. “Algumas chegam a durar até dois anos, mas o bom senso é trocá-las com, no máximo, um ano de uso”, enfatiza.

Camargo acrescenta que, se possível, a troca deve coincidir com o início das estações mais chuvosas, como os meses de agosto e setembro. “Assim evita-se que as palhetas fiquem inativas e sem umidade durante muito tempo, o que facilita seu ressecamento”, salienta. E quando substituí-las? Indícios de que chegou esse momento ocorrem nas situações em que as palhetas começam a não efetuar a limpeza corretamente.

Mas se o equipamento foi trocado por um novo e os problemas persistiram, é preciso checar os demais componentes do sistema, como a regulagem dos braços e do “motorzinho” do limpador. “Se as hastes estiverem tortas, vibrando ou com folgas, prejudicarão a atuação das palhetas, pois as borrachas podem não encostar direito no vidro ou apresentar deficiências, como funcionar aos soquinhos”, ressalta o engenheiro. “Já se o motorzinho estiver fazendo ruídos, o que é anormal, o ideal é efetuar uma revisão em uma auto-elétrica”, complementa o instrutor.

Outro cuidado essencial deve ser com a higiene das palhetas. Camargo orienta que elas devem ser limpas apenas com produtos não agressivos às borrachas, como água e sabão neutro ou álcool. “Um pano umidecido com álcool ou água e sabão neutro já são suficientes, pois deve-se evitar querosene, solopan ou outros produtos químicos que provoquem danos às lâminas”, alerta.

Outro cuidado importante para garantir a vida útil do equipamento é verificar sempre o nível do líqüido do limpador. “Além disso, não é recomendável utilizar apenas água no reservatório, pois a fuligem presente no ar acaba engordurando e embaçando os vidros. Desta forma, o ideal é usar produtos específicos ou misturar detergente neutro na água em uma proporção de cerca de 5% do volume do reservatório”, conclui Camargo.

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