Tribuna, s.f., lugar elevado de onde falam os oradores; púlpito; (fig.) arte de falar em público; eloqüência. Leitor, adj., que lê, s.m. aquele que lê. Leitura, s.f., ato ou efeito de ler; arte de ler; hábito de ler; aquilo que se lê. Fui claro em níveis metalingüísticos neste primeiro parágrafo. Um parnasiano chafurdando no dicionário. Eu escrevo pra ser lido e existo enquanto texto. Alguns leitores falam sobre objetividades, linearidades, cronologias.
Outros sobem no seu banco e respiram ofegantemente, provocando o medo, a fúria, a incompreensão. Quando eu escrevo “banco” eu quero dizer “Tribuna do Leitor” (foi uma metáfora tá?). Este louvável espaço do JC, por meio do qual me expresso e muitos se expressam, falando sobre objetividades, começo, meio e fim e inclusive falando sobre o ato de escrever para a Tribuna do Leitor. Por isso, parabenizo e comento a carta de Suzana Lindberg do dia 23/7. Carta onde ela comenta seus sentimentos e pensamentos sobre meu texto, “Areia que escapa dos dedos”, dissertando sobre o ato de escrever cartas para este espaço.
Novamente, deixo meus agradecimentos ao comentário, pois defendo a purgação de qualquer sentimento de incompreensão, revolta, descontentamento, inclusive, utilizando a escrita como meio. Confesso que desconsidero a colocação equivocada feita pela autora sobre alguns trechos de meu texto. Afinal ela busca um texto de “standart Tribuna do Leitor”. Não é o que eu faço. Meus textos devem ser lidos e pensados. E respirados, porque são vivos no seu jeito especial de viver. Então, agora eu vou explicar tudo o que foi incompreendido. Oh, não vou mais, meu diretor acabou de dizer que “o poeta é um fingidor, finge tão completamente...” Fernando, eu não estou ouvindo bem. Fale alto para todo mundo ouvir! Fernando disse pra esperar que a poesia vem em lugares impróprios.
Límerson Morales - assessor de imprensa e porta-voz de mim mesmo