Auto Mercado

Editorial

Da Redação
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A “gangorra” do mercado automo-tivo nacional continua. As vendas de veículos no mês passado recuaram para 138,8 mil unidades, resultado 6,5% inferior ao de junho. Ainda assim, foi o melhor mês de julho para a indústria automobilística desde 1997, quando os negócios somaram 172,3 mil unidades, incluindo caminhões e ônibus.

Representantes do setor creditam a queda a uma desaceleração já esperada para o segundo semestre e não fazem nenhuma relação com a atual crise política. No acumulado do ano, as vendas de todos os segmentos estão 9,6% maiores que em igual período do ano passado e somam 938,9 mil unidades. A Fiat lidera o mercado, com 25,4% de participação, enquanto Volkswagen e General Motors estão empatadas, com 21,8% cada.

Em julho foram vendidos 130,6 mil automóveis e comerciais leves. A média diária de vendas foi de 6.222 unidades ante 6.360 no mês anterior, que teve 22 dias úteis, um a mais quando comparado a junho. O balanço tem como base os licenciamentos feitos no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).

De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), do total de automóveis vendidos neste ano, 46% foram de modelos populares. As versões bicombustíveis responderam por 38% das vendas do período. Só em julho, os flexíveis corresponderam a 54% dos negócios. Para o ano todo, as montadoras projetam aumento de 4% nas vendas totais, para 1,64 milhão de unidades. No ano passado foram comercializados no País 1,57 milhão de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus.

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